Conforme John Locke afirma, “Onde não há lei, não há liberdade”. Desse modo, percebe-se que um Estado incapaz de implantar legislações eficazes acaba por suprimir direitos fundamentais do indivíduo. Por isso, ao notar a deficiência em medidas governamentais para lidar com os desafios para a valorização da herança africana no Brasil, torna-se visível que a negligência governamental e intolerância racial são fatores determinantes para a ocorrência da desvalorização da cultura afro-brasileira no país.
Em primeiro plano, é notável a carência de tomadas de medidas pelas autoridades. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, todos os cidadãos devem ser considerados dignos e igualmente importantes, mas, infelizmente, essa realidade não se concretiza no Brasil, visto que não há leis eficazes para manter a população que segue a herança africana segura. Além disso, as pessoas responsáveis por desrespeitarem tal cultura devem ser punidas corretamente. Ademais, é indispensável a criação de normas rigorosas para que o pensamento de São Tomás de Aquino torne-se válido na sociedade brasileira.
Por outro lado, a intolerância racial pode ser considerada como precursor inicial do problema. De acordo com Pitágoras, deve-se educar as crianças para não precisar punir os adultos, já que, em diversos casos, atitudes preconceituosas são ensinadas em casa e reproduzidas pelo mundo. Destarte, a banalização de ações racistas deve ser controlada e modificada, para haver mudanças significativas na valorização da herança africana.
Urge, portanto, a criação de estratégias para modificar a realidade do Brasil. A Prestação de Contas da União deve disponibilizar recursos financeiros, que por intermédio do Governo Federal, serão revertidos em campanhas de conscientização sobre herança africana, por meio de palestras e oficinas em ambientes educacionais, com o propósito de ensinar os estudantes sobre a cultura e possíveis consequências de atos preconceituosos contra afro-brasileiros. Também devem ser criados festivais de cultura pelo país, destacando a cultura africana. Como resultado, a valorização da herança africana pode ser solidificada no Brasil.
Pedro2024
Ótimo texto !
Competência 1: 160
Texto com poucos desvios gramaticais.
Competência 2: 200
Tema atendido integralmente, com argumentos claros e pertinentes.Repertório cultural bem utilizado.
Competência 3: 160
Argumentos organizados de forma coerente, com boa progressão temática.
Competência 4: 180
Uso adequado de conectivos e mecanismos de coesão, garantindo fluidez ao texto.
Competência 5: 200
Proposta de intervenção bem detalhada, com ações claras, agentes responsáveis e respeito aos direitos humanos.
Nota 900
yurisabino
⏺️ INTRO
Senti falta de uma contextualização no início do seu texto. Normalmente não começamos “de cara” com nossa tese. Acho que teria ficado bacana iniciar com uma alusão histórica.
Obs: Lendo o final do seu texto, eu percebi uma retomada do modernismo, então eu supus que, na realidade, você tenha feito essa alusão mas não percebeu que ela foi cortada na hora de enviar a redação online. Menos mal!
Evite a repetição de palavras, sobretudo no mesmo parágrafo.
desafios => obstáculos
valorização => reconhecimento
Fora isso, sua introdução está ótima!
C1 nenhum erro gramatical ✔️
C2 compreensão do tema e do estilo dissertativo-argumentativo ✔️
C3 coerência e projeto de texto ✔️
C4 coesão (talvez um pequeno desconto pela repetição de palavras)
⏺️ D1
C1 ✔️
C2 Senti que faltou articular o repertório com a sua argumentação. Por mais que a relação entre a citação e seus argumentos possa ser inferida, é importante que essa ligação esteja escrita claramente e não precise ser deduzida pelo corretor.
C3 A relação entre “informação” e palavras agressivas presentes no vocabulário popular não foi bem estabelecida.
C4 Eu acho mais seguro começar com um conectivo de retomada da introdução, como o famoso “Diante desse cenário” (mas acredito que não teria nenhum desconto por usar “A príncipio”).
⏺️ D2
Faltou uma conclusão para o parágrafo. Ela não é obrigatória, mas é parte recomendável da estrutura dissertativa-argumentativa.
C1 ✔️
C2 O repertório poderia ser melhor utilizado, mas está bem colocado. ✔️
C3 Senti que não há uma lógica muito clara entre governo, normalização de escândalo e presença de representações eurocêntricas. Novamente, é claro que podemos relacionar esses fatores, como se estivéssemos juntando peças de um quebra-cabeça, mas a sua redação tem que vir com as peças já encaixadas.
C4 ✔️
⏺️ CONCLUSÃO
C1 ✔️
C2 ✔️
C3 ✔️
C4 ✔️
C5 ✔️
⏺️ NOTAS
Cabe ressaltar que eu não sou corrretora oficial rs. Esta é apenas minha opinião, os corretores provavelmente reparariam em detalhes que me escaparam.
C1 200/200
C2 180/200
C3 140/200
C4 180/200
C5 200/200
Total: 900/1000
Boa sorte! :
lxbfYeaa
555
ggigisc
O texto fornece uma avaliação pertinente acerca da desvalorização da herança africana no Brasil, situando adequadamente a questão e empregando citações filosóficas para corroborar os argumentos. Poderia aprofundar-se mais nas soluções sugeridas, bem como melhorar a conexão entre as ideias para assegurar uma leitura mais fluida.
AdryelTheOne
C1 (Competência 1) – Nota: 160
Observações: A redação apresenta uma estrutura gramatical sólida, mas há alguns deslizes menores.
“Desse modo, percebe-se que um Estado incapaz de implantar legislações eficazes acaba por suprimir direitos fundamentais do indivíduo.” Essa frase poderia ser melhor articulada, pois “desse modo” e “percebe-se” são termos um pouco redundantes aqui.
No trecho “sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino”, o termo correto é “Santo Tomás de Aquino”.
Em “a população que segue a herança africana”, a expressão pode soar imprecisa. Melhor seria “a população que preserva a herança africana” ou “a população afrodescendente.”
Dica: Evite redundâncias e garanta precisão nas expressões para melhorar a clareza do texto.
C2 (Competência 2) – Nota: 200
Observações: A citação de filósofos como John Locke, Santo Tomás de Aquino e Pitágoras demonstra repertório sociocultural diversificado e bem inserido no contexto do tema. As referências enriquecem o argumento e tornam o texto mais persuasivo.
C3 (Competência 3) – Nota: 160
Observações: A argumentação é coesa, mas poderia ser mais desenvolvida em alguns pontos:
No primeiro parágrafo, ao falar sobre a falta de leis, uma breve exemplificação de quais políticas públicas faltam para a valorização da cultura africana tornaria o argumento mais concreto.
A ideia de que atitudes preconceituosas são ensinadas em casa poderia ser ampliada, explorando como a educação formal e campanhas sociais podem mitigar esse efeito.
Dica: Expanda a análise para reforçar a relevância da proposta, conectando-a diretamente às consequências sociais da desvalorização cultural afro-brasileira.
C4 (Competência 4) – Nota: 180
Observações: Conectivos bem usados, o que torna o texto claro e bem articulado.
No entanto, algumas transições entre ideias poderiam ser mais fluidas. Por exemplo, ao introduzir Pitágoras, poderia ser utilizado um conectivo que indicasse continuidade ou reforço, como “da mesma forma” ou “além disso”.
Dica: Usar conectivos como “além do mais” e “nesse sentido” em transições ajudará a fazer o texto fluir ainda melhor.
C5 (Competência 5) – Nota: 200
Observações: A proposta de intervenção é completa e abrange a questão, com a ação (campanhas de conscientização e festivais culturais), o agente (Prestação de Contas da União e Governo Federal), e a finalidade (ensinar sobre cultura e consequências do preconceito). Está bem detalhada e viável, atendendo aos requisitos do ENEM.
juferreira96
O texto apresenta uma análise relevante sobre a desvalorização da herança africana no Brasil, contextualizando bem o problema e utilizando referências filosóficas para reforçar os argumentos. Poderia explorar de maneira mais detalhada as soluções propostas, além de aprimorar a coesão entre as ideias para garantir maior fluidez na leitura.