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TABAGISMO E SUA EVOLUÇÃO: AINDA UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

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Durante a década de 1920, o hábito de fumar foi amplamente estimulado por propagandas e pelo cinema, nos quais o cigarro era tido como item de status e elegância. No entanto, atualmente, ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha reconhecido o tabagismo como doença, esse hábito permanece representando um grave problema de saúde pública. Nesse viés, tal panorama, agravado por fatores sociais, acaba por promover efeitos nefastos aos indivíduos.

 

Em primeira análise, é válido ressaltar que a sociedade moderna caracteriza-se pela solidão, pelo imediatismo e pelo desejo de inserção em uma tribo urbana. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro ‘Modernidade Líquida’, o século XXI estabeleceu relações humanas mais frágeis, as quais estimulam que seus membros busquem meios a fim de manter-se em evidência nos respectivos grupos sociais. Dessa forma, muitas vezes por influência de amigos, alguns indivíduos, especialmente os mais jovens, experimentam o cigarro por se sentirem pressionados, se tornando, progressivamente, tabagistas. Ademais, o bem-estar imediato ao ato de fumar favorece a perpetuação do impasse, uma vez que um corpo social volúvel e mentalmente deficiente se torna mais vulnerável à instalação de vícios.

 

Por conseguinte, é fato que o tabagismo, mesmo que em tendência de decréscimo no Brasil, ainda preocupa as autoridades sanitárias. Consoante dados do portal ‘Sesi Farmácia’, o número de óbitos no mundo em função do uso do tabaco foi de quase 5 milhões em 2018, total que representa mais de 10 mil mortes diárias. Sob esse viés, é possível destacar que os males do cigarro não atingem só os tabagistas, como também os fumantes passivos, ou seja, indivíduos os quais não fumam, mas convivem com fumantes. Destarte, tal contexto representa uma crítica realidade, haja vista que dependentes dessa droga lícita negligenciam a própria saúde e a daqueles que os rodeiam.

 

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC), em parceria com o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, promova conferências em instituições educacionais de níveis médio e superior, trazendo informações relevantes sobre os efeitos maléficos do cigarro a longo prazo, a fim de incentivar o debate sobre essa droga e, consequentemente, torná-la menos recorrente. Somente assim, a sociedade brasileira não mais será análoga às propagandas da década de 20.

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1 Correção

  1. Devo dizer que a redação está incrível,na introdução voce usou uma alusão histórica e deixou muito claro a tese que irá debater
    No desenvolvimento 1 e 2 você usou ótimos argumentos e referências para deixar seu ponto de vista sólido e conseguiu mostrar o que vai propor na conclusão
    e na conclusão você foi excelente, demonstrou o agente, a ação e o meio de forma coesa e fácil de entender
    Eu não sou avaliador para dizer, mas na minha opinião esta redação ficaria na casa dos 900 para cima.Bom trabalho

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