Estudante

Os moradores de rua e política higienista no Brasil

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Segundo o revolucionário socialista, Karl Marx, “ Até agora os filósofos se preocupam em interpretar o mundo. O que importa é transformá-lo.” O pensamento crítico do século XIX reflete a necessidade atual de progresso, mais precisamente, a situação dos moradores de rua e a política higienista no Brasil – assuntos repercutidos pela aplicação na sociedade. Entretanto, mendigos são menosprezados nos centros de apoio e encontram-se excluídos do meio. Logo, é necessário exprimir soluções para controlar a ideia de limpeza social, sem destacar parte da população.

Em primeira análise, a minoria esmoleira acaba desvinculando-se dos padrões sociais e perdem o apoio de agentes sociais. Neste contexto, a história do filósofo Diógenes de Sinope descreve a vivência de um homem com apenas um barril, sem bens, percorre a pólis em busca de saciar suas vontades. Em paralelo, os moradores de rua não tem outra escolha, uma vez que em albergues não podem guardar pertences grandes, como relata Tomás Chiaverini em seu livro Cama de Cimento. Desta maneira, permanecem vulneráveis e esquecidos, sem proteção ou efetuação de seus direitos constitucionais.

Em segunda análise, há indivíduos restringidos pelo meio social tentando sobreviver nas ruas, já que é uma alternativa viável. Nesta perspectiva, os brasileiros morando nas ruas atingem até 1%, de acordo com o senso do IBGE, e são considerados poluentes visuais, principalmente nas capitais e áreas urbanas movimentas. Um exemplo disso, é o termo “Tolerância Zero” estabelecido pelo capitão da Polícia Militar na zona leste de São Paulo, em suma, não é permitida a presença de mendigos nas ruas do bairro Mooca. Nesse viés, fica claro a exclusão para manter as cidades politicamente higienista.

Portanto, infere-se a urgência em controlar a manutenção social, visando acolher a população integralmente. O Ministério Público deve inserir áreas de armazenagem nos abrigos para que os moradores de rua possam guardar seus bens por meio da inserção de galpões compartilhados. Dessa maneira, eles poderão conquistar uma vida digna, estabelecerem-se e saírem das ruas, evitando passar pela higienização social e conquistando um novo mundo, essa será a transformação que Karl Marx instruiu no passado.

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1 Correção

  1. Olá, tudo bem? Eu gostei bastante da sua redação. Não encontrei erros gramaticais, mas eu senti falta de uma argumentação mais incisiva, de ver um ponto de vista ser defendido, da exposição de um senso crítico. A sua conclusão de maneira geral foi boa, mas eu guardei um questionamento, como os galpões vão ajudar eles a ter uma vida digna e sair das ruas? Eu senti falta desse desfecho final. Se eu fosse dar uma nota seria 800, eu não falei muito porque realmente não achei outras observações a fazer, espero ter ajudado. Bons estudos!

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