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OS DESAFIOS PARA ENFRENTAR A INVISIBILIDADE DO TRABALHO DE CUIDADO REALIZADO PELA MULHER NO BRASIL

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Para Hanna Arendt, a passividade social, representada pela incapacidade da população de se indignar com situações questionáveis, caracteriza um contexto denominado por ela de “banalidade do mal”. Esse pensamento é fundamental na discussão acerca dos desafios para enfrentar a invisibilidade do trabalho de cuidado no Brasil. Dessa forma, é importante destacar o legado patriarcal e a negligencia governamental como fatores que fomentam o problema travado pelas mulheres brasileiras no exercício laboral do cuidado.
Primordialmente, é necessário debater sobre o preconceito e a desvalorização da mulher no âmbito do trabalho pelo zelo de pessoas dependentes. Sob a ótica de Arendt, o corpo social é marcado por um legado patriarcal que subjuga o gênero feminino a um papel inferior ao dos homens, tanto no quesito social, quanto no mundo do trabalho. Nessa conjuntura, a mulher desde de criança é vista unicamente com as capacidades de procriar e cuidar da casa. Desse modo, o trabalho com o zelo por crianças ou idoso torna-se incondicionalmente atribuído à figura feminina, desvalorizando a atividade por ser “natural” do gênero.
Outrossim, é igualmente importante ressaltar a ineficiência de ações satisfatórias do governo para resolver a problemática. Esse contexto, de acordo com o filósofo Maquiavel, configura uma ação clássica dos governantes, já que, os líderes buscam manter o poder, e não promover o bem comum, e isso se confirma quando a população não se importa com a situação precária do trabalho de cuidado feminino. Assim, medidas políticas de apoio para esse cenário não conseguem acumular um amplo afetivo de votos, marginalizando todos os problemas vividos por essa classe. Nesse prisma, as mulheres se encontram numa estrutura social e política que não valoriza a atividade exercida por elas, negligenciando fatores como a remuneração ruim e a insegurança de direitos trabalhistas.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma intervenção ativa do Estado, em conjunto com o Ministério da Educação, por meio da criação de leis que busquem adequar o trabalho de cuidado das brasileiras no sistema de carteira assinada, e com isso valorizando e assegurando os direitos merecidos para essa brasileiras. Além disso, a implementação da conscientização e da educação sobre a importância do tema dentro das escolas se mostra urgente, com o fito de formas futuros cidadãos livres do preconceito e da banalização desse mal. Afinal, como disse o filósofo Kant: ” o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.

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5 Correções

  1. Sua redação está ótima, eu adorei! A introdução está bem feita, citou a Hannah que eu também amoooo, os repertórios estão muito bons e a escrita também.
    Sua proposta também está bem feita, completa, citando o ministério que deveria intervir…digna de 900+. Eu amei tudo na sua redação kkkk parabéns
    Boa sorte!

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  2. Arrasou, adorei sua redação, acho que seria 900+
    Cuidado com algumas vírgulas e gerúndios. Isso poder dar prejuízo na c1 e c3, mas não sei se a quantidade de erros na sua redação é preocupante. Adorei os repertórios e sua introdução ficou impecável. Gostei da proposta de intervenção também, está bem completinha. Estou torcendo por você, ficou muito boa

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  3. Nossa, tudo na sua redação parece perfeito!! Adorei como vc consegue encaixar vários repertórios e ainda assim administrar todos conforme os parágrafos, parabéns, digna de +900 com certeza. Acredito que você tenha ido bem em todas as competências, já que mostrou dominar todas as áreas das mesmas. Muito bom mesmo. :)

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  4. Adorei seus repertórios e como você retornou neles na conclusão. Creio que você tiraria +900 pontos, já que não identifiquei muitos desvios. Sua proposta de intervenção está ótima também, bem completa. Escolheu as palavras adequadas e não repetiu tantas vezes, além das teses bem elaboradas. Parabens!!!!!

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