Os deslocamentos diários em muitas cidades do Brasil têm sido marcados por diversos desafios, principalmente em regiões mais populosas e extensas territorialmente. A maior parte dessas adversidades podem ser atribuídas aos longos trânsitos engarrafados e à superlotação dos transportes coletivos nos percursos a serem percorridas dentro do perímetro urbano. Esse cenário é reflexo das falhas no planejamento do modelo de cidades do século XX e de diversos outros contextos secundários que coexistem e interagem com essa problemática principal.
Sob esse viés, é importante reconhecer as implicações das cidades do Movimento Modernista no Brasil. Aqui, cabe destacar Brasília, moldada segundo a Carta de Athenas de 1933, o primeiro manifesto urbanístico do Modernismo, em um traçado ortogonal, zoneada segundo atividades e com grandes blocos edificados, refletindo a racionalidade das tendências dos anos 60. No entanto, essas características pós-guerra desconsideram a escala não-humana do traçado urbano, conduzindo ao uso de automóvel (individual ou coletivo) como o meio de transporte obrigatório para vencer os grandes percursos.
Por outro lado, a falta de investimentos em transportes coletivos os retira do leque de opções de muitos brasileiros. As superlotações em horários de pico e as recorrentes ocorrências de criminalidades dentro do ônibus ou metrô incentivam a adoção do automóvel para uso individual, na busca de opções que ofereçam mais conforto, praticidade e segurança no cotidiano. Dessa forma, o número de carro nas vias aumenta, implicando em trânsitos ainda mais demorados, fomentando o ciclo caótico da mobilidade no Brasil.
Portanto, entende-se que a problemática da mobilidade no Brasil tange diversas esferas, sendo necessária a atuação de diversos autores na construção de mudança. Cabe, primeiramente, ao Município não só a aprovação de Planos Diretores que possibilitem o desenvolvimento de cidades compactas, através do adensamento populacional a níveis possíveis, mas também a fiscalização de terrenos ociosos, a fim de atenuar os índices de espraiamento das cidades. Em outra esfera, é imperativa a parceria público-privado na tentativa de oferecer transportes coletivos mais eficientes, através de metas para o cumprimento de indicadores de qualidade, conforto e segurança. Dessa forma, é possível atenuar o ciclo vicioso da problemática da mobilidade urbana no Brasil.
giuliabrescia123
Olá, sua redação está boa, com um detalhamento razoável. Os desenvolvimentos seguem ao modelo proposto, porém a uma escassez em relação aos repertórios. Utilize mais dados para melhorar sua argumentação e também na introdução para que possa fazer um direcionamento e poder retomar ele na conclusão.
Há indícios de autoria, planejamento e revisão. Continue treinando!Nota:920.