A Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todos possuem o direito de participar de uma vida cultural e usufruir das artes. Entretanto, essa não é a realidade enfrentada por milhares de cidadãos, visto que muitos não possuem acesso ao lazer. Nesse sentido, não só a negligência governamental, mas também a falta de acessibilidade são obstáculos que agravam o revés.
Em primeiro plano, é fundamental destacar a negligência do Estado nesse contexto. De acordo com o escritor José Saramago, em sua obra ”Ensaio sobre a cegueira”, a cegueira social é caracterizada como a incapacidade de enxergar de forma crítica a realidade do outro. Da mesma forma, infelizmente, as autoridades competentes pela administração do País também encontram-se ”cegas” em relação à falta de programas de lazer para a população. Isso acontece, principalmente, devido à escassez de políticas públicas que proporcionem uma vida cultural ativa – como teatros e sessões de cinema de forma gratuita. Nesse viés, enquanto estratégias não forem criadas para a resolução dessa problemática, o acesso ao lazer continuará a ser um desafio.
Além disso, a falta de acessibilidade a programas recreativos também é outro entrave nessa conjuntura. Dessa forma, a escritora Maria Carolina de Jesus, em seu livro ”Quarto de despejo”, retrata uma família que vive em condição de extrema miserabilidade e demonstra como o acesso a atividades de entretenimento são uma perspectiva distante da sua realidade. Da mesma forma, é lamentável afirmar que milhares de brasileiros também compartilham dessa condição. Dessa maneira, é inaceitável que em um país com uma Constituição Cidadã, que valoriza os Direitos Humanos, tal situação continue acontecendo e prejudicando a qualidade de vida da população.
Portanto, faz-se imprescindível a criação de estratégias que ampliem o acesso ao lazer no País. Posto isso, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pela administração do território nacional – promover formas gratuitas de entretenimento, por meio de programas que democratizem o acesso a teatros, cinemas e museus, com o intuito de garantir que sejam acessíveis para os brasileiros, a fim de que os Direitos Humanos sejam devidamente respeitados.
Maria Eduarda Andrade
A redação bem estruturada e objetiva,compreendi a mensagem proposta. O ponto de vista muito bem estruturado, e grande autonomia sobre o assunto citado.
A utilização dos termos mais complexa foi boa,mas nem sempre é a melhor alternativa. Mas teve toda a coerência,mas sempre o simples é mais objetivo que qualquer outra coisa.
raynecrs
Oie, tudo bem? Bom, é o seguinte, segue a baixo minha avaliação. Desde já deixo claro que não sou especialista, mas tento ajudar. Bjs!
C1- Domínio da norma padrão da língua portuguesa. (160)
C2- Compreensão da proposta de redação. (180
C3-Seleção e organização das informações. (180)
C4-Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto. (160)
C5-Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os direitos humanos. (180)
NOTA FINAL (860)