No filme “O homem de aço” o protagonista Clark Kent tem a capacidade de escutar o pensamento das pessoas, a qual deixa-o perturbado. Fora da ficção, a espionagem por parte de alguns hackers assemelha-se ao poder de Clark, pois é capaz de invadir dados e informações pessoais. Por isso, torna-se questionável o desenvolvimento de tecnologias digitais para o serviço público, visto que há controvérsias quanto à conservação da privacidade dos cidadãos brasileiros.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o direito à privacidade é garantido pelo art. 5º da Constituição Federal, por isso, é imprescindível compreender se a modernização dos serviços públicos não se opõe a esta. Nesse sentido, nota-se que quando os documentos individuais tornam-se digitais, as informações privadas dos cidadãos brasileiros ficam a disponibilidade do Estado, o qual pode utilizá-las para interesses individualistas. Destarte, é positivo que haja uma segurança digital, a qual permita aproveitar-se dos benefícios da tecnologia voltada aos serviços públicos sem romper com o direito à vida privada.
Ademais, percebe-se a importância de também discorrer sobre a influência da espionagem, que ocorre mundialmente, e sua relação com as modernas tecnologias voltadas ao serviço público. Sob essa ótica, é válido salientar que há casos em que uma nação como os Estados Unidos espiona a outra, como no noticiado pelo G1, segundo o qual a Agência de Segurança Nacional norte-americana foi flagrada invadindo dados da Petrobrás. Dessa forma, revela-se que as informações são valorizadas, e este pensamento intrusivo pode ser utilizado também por parte do Governo brasileiro, se os dados digitais não forem devidamente protegidos.
Depreende-se, portanto, a relevância de uma proposta que assegure a privacidade garantida pela legislação brasileira, mesmo com a modernização dos serviços públicos. Logo, cabe ao Poder Executivo a contratação de empresas especializadas em segurança digital, com o fim de impedir a intrusão aos dados pessoais dos cidadãos brasileiros, através de verbas públicas. Com isso, o Brasil desfrutará dos benefícios das tecnologias voltadas aos interesses coletivos, sem contradizer a Constituição Federal.
rosa.paes
Oi, Cartola! Espero que esteja bem!
Particularmente gostei bastante da sua redação. Ela está bem fluida, justamente por estar bem escrita.
Vamos lá, introdução:
Gostei bastante da sua referência ao Homem de Ferro e entendi o ponto em comum entre ele e o Hacker que é a invasão da privacidade no meio tecnológico e a invasão da intimidade no meio mental, ou dos pensamentos. Mas, o hacker faz isso propositalmente, e o Clark, pelo trecho que você colocou, parece que não, já que isso o deixa perturbado. Essa parte em específico ficou meio complicada de conectar, acho que justamente por ser um ‘super herói’ e tal. Uma substituição interessante seria, ainda pelo John Constantine um anti-herói que tem os poderes mágicos e derrotou o Homem de Aço invadindo a mente dele. Isso tudo fica ao seu critério, só sugestões mesmo kk. No mais, vejo as suas duas teses já definidas e vi que serão desenvolvidas, isso já te favorece por mostrar que teve um projeto de texto.
Desenvolvimento 1
Está bem desenvolvido, na minha opinião. O principal motivo disso é que a sua argumentação cresce, e não fica andando em círculos .
a) Documentos digitais
b)Apropriação do Estado
c)Estado usa para interesses individuais
d)Rompe com o direito da vida privada, logo rompe com a Constituição que é o seu repertório e ponto de tópico frasal.
e) Finaliza apoiando a tecnologia, mas também defendendo a Segurança nesse meio
Todo esse caminho acho que costura bem seu desenvolvimento. Mas, gostaria de fazer duas ressalvas. A primeira é no ponto (c), que interesses individualistas seriam esses? Acho que seria interessante exemplificar para não ficar meio ‘vazio’, caso não seja do interesse, talvez pudesse colocar que o Estado poderia agir de forma a não privilegiar o bem-comum. O segundo ponto é a ênclise do ”Documentos individuais tornam-se digitais”, eu acho que o correto seria: ”Documentos individuais se tornam digitais.” Como você mostrou ao longo do texto que sabe Colocação Pronominal, talvez esse errinho fosse um problema.
Desenvolvimento 2
Bem desenvolvido, traz uma informação atual bem interessante. O único ponto é que repete um pouco a mesma argumentação da invasão de privacidade.
Conclusão
Agente Poder Executivo
Ação a contratação de empresas especializadas em segurança digital,
Efeito com o fim de impedir a intrusão aos dados pessoais dos cidadãos brasileiros,
Modo através de verbas públicas
Detalhamento Com isso, o Brasil desfrutará dos benefícios das tecnologias voltadas aos interesses coletivos, sem contradizer a Constituição Federal.
A ressalva da conclusão é o através que significa ‘aquilo que passa de maneira transversal’, substituir por ‘por meio de’ ficaria show!
Espero ter te ajudado pelo menos um pouquinho! Qualquer coisa estou por aqui!
Abraço ;)