Mestre

Mobilidade nas cidades do Brasil

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“Nada é permanente, exceto a mudança”, pensamento do filósofo Heráclito de Éfeso, transmite a noção de que tudo o que existe no mundo sofre evoluções constantemente. É notório na sociedade brasileira, que, os meios de transporte vêm se evoluindo rapidamente de diversas maneiras, tanto em formas individuais como coletivas. Porém, essas transformações trazem inúmeros prejuízos ao espaço geográfico, à medida que os níveis de poluições por eles aumentam.

Em primeira instância, cabe destacar que a mobilidade urbana é todo e qualquer deslocamento de pessoas dentro das cidades. De acordo com o Artigo 5, XV da Constituição Federal Brasileira, é livre a locomoção de cidadãos no território nacional em tempos de paz, tendo o direito de “ir e vir” sempre que desejado. Porém, visto que, há uma enorme demora nos meios de locomoção, acaba-se afetando o direito de descanso do cidadão, que necessita estar desde muito cedo nas ruas para ir aos seus afazeres. É possível de se ver perante a pesquisa “Viver” no estado de São Paulo, que, quase 30% dos moradores das cidades passam mais de 14 horas semanais em movimento no trânsito, causando cansaço físico, como também a diminuição da produção e da economia do País.

Por conseguinte, os tráfegos lentos e os engarrafamentos também causam transtornos socioambientais. Isto porque há uma grande quantidade de liberação de enxofre e de carbono, gases que são responsáveis pelo crescimento do efeito estufa, e também, pelo surgimento das ilhas de calor. Estes acontecimentos prejudicam a locomoção nos centros, assim como podem causar doenças cardiorrespiratórias na população residente.

Dado os fatos, urge, portanto, que o Ministério Público vise meios que possam diminuir os engarrafamentos no trânsito por meio de automóveis mais competentes e normas de trânsito mais eficientes, a fim de que as pessoas consigam chegar ao seu destino mais rapidamente, e menos exaustas pelo longo caminho. Também é necessário, que o Governo procure formas de diminuir os gases tóxicos que são expelidos pelos veículos, através de novas fórmulas de produção, com o intuito de se diminuir a poluição e também as doenças por elas causadas. Sendo realizadas essas ações, a produtividade e o bem estar da população brasileira será com certeza aprimorada.

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3 Correções

  1. Ótima redação, bom repertório, bem objetiva!!!
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    Só poderia detalhar sobre os meios de transporte e os prejuízos…..

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  2. COMPETÊNCIA I: Avalia se o candidato tem noções claras sobre a distinção da modalidade escrita e a oral.

    O candidato que possui um bom nível nessa competência traz no texto poucos desvios gramaticais leves. Por isso, se há uma falha ou outra de concordância verbal ou nominal na prova de redação, é dado um peso menor para esses erros, por entender que o aluno compreendeu o conteúdo e trata-se de uma falha eventual. PONTUAÇÃO: 160

    COMPETÊNCIA II: Esse critério avalia bem a capacidade de interpretação do texto que o candidato possui, pois, ao fugir do tema, ele demonstra um indício de não ter conseguido compreender a proposta da prova.

    Mediana é a qualificação atribuída aos candidatos com argumentação óbvia ou previsível, mas com mais clareza sobre a estrutura de redação exigida na prova do Enem. Embora ainda sem apresentação com propriedade dos componentes desse tipo textual. PONTUAÇÃO: 120

    COMPETÊNCIA III: Ligada à capacidade de compreensão do tema e à relação dele com o repertório sociocultural do inscrito. Por isso, ela tem bastante relação com a sua vivência e experiências adquiridas ao longo de sua vida escolar.

    O nível insuficiente é entendido pelos examinadores quando há exposição de informações e fatos sobre o tema, mas de maneira desorganizada e contraditória. PONTUAÇÃO: 120

    Competência IV: Os 200 pontos da competência IV são destinados aos candidatos que apresentam uma excelente capacidade de estruturar o texto e apresentar, de maneira coesa e fundamentada, os argumentos. Esses requisitos facilitarão no processo de defesa do ponto de vista.

    Mediana, nesta competência, a redação que apresenta articulação das partes do texto abaixo do adequado, cujo repertório do autor é pouco diversificado dos recursos que dão lógica e clareza. PONTUAÇÃO: 120

    COMPETÊNCIA V: A expectativa é a de que o candidato proponha alguma ideia para solucionar um problema relacionado no tema. Na competência V, os examinadores redobram as exigências para fazer com que as propostas estejam em concordância com os direitos humanos, considerando valores universais de cidadania, liberdade e diversidade sociocultural.

    Nível insuficiente, o candidato traz uma proposta que não está articulada com a discussão desenvolvida no texto, fugindo da lógica presente previamente. PONTUAÇÃO: 80

    PONTUAÇÃO FINAL: 720

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  3. Olá Fernanda
    1º parágrafo: ótimo repertório ao utilizar a citação filosófica e contextualizar com o tema.
    ”É notório na sociedade brasileira, que, os meios de transporte vêm se evoluindo rapidamente de diversas maneiras, tanto em formas individuais como coletivas. ” –> atente-se aos usos corretos da vírgula. E citar quais são essas ”diversas maneiras”, dando exemplos.
    ”Porém, essas transformações trazem inúmeros prejuízos ao espaço geográfico, à medida que os níveis de poluições por eles aumentam.” –> Quais prejuízos são esses?
    2º parágrafo:
    ” prejudicam a locomoção nos centros” –> como prejudicam?
    3º parágrafo:
    ”Também é necessário, que” não é necessário o uso da vírgula

    Bom texto, com bom repertório. Atente-se em responder sempre perguntas ”o que”, ”como”, ”quem”, ”por quê”. ”pra quem” para expandir seus argumentos.
    Além disso, atente-se ao uso de vírgula após ”que”:
    ”Que” pode assumir diversas classificações. A sua utilização precedida ou seguida de vírgula depende, portanto, de sua classificação, veja alguns exemplos:

    ‘1. Como pronome relativo, o que é precedido de vírgula, quando inicia orações explicativas.
    Ex.: Ele, que tem a mania que percebe tudo, não estava, afinal, a ver bem a situação.
    2. Como conjunção explicativa ou causal, é sempre precedido de vírgula.
    Ex.: Não te distraias, que podes ter um acidente.
    3. Como conjunção consecutiva, também é precedido de vírgula.
    Ex.: Ele falou tanto, tanto, que ficámos cansados de o ouvir.
    4. Na generalidade das outras situações, não é precedido de vírgula. Chamo especialmente a atenção para o que como conjunção subordinativa integrante, que nunca deve ser precedido de vírgula, porque a oração que inicia é parte integrante da anterior.
    Ex.: Queria que esclarecesses tudo.
    5. Naturalmente que, na situação anterior, o que pode ter uma vírgula a precedê-lo, se ela estiver a assinalar uma expressão circunstancial de qualquer natureza, uma oração, etc.
    Ex.: Quero, diga ele o que diga, que esclareças tudo.
    6. Em qualquer das situações anteriores, pode ser colocada uma vírgula depois do que, quando se lhe segue um sintagma explicativo, circunstancial, uma oração, etc.
    Ex.: Penso que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o deves ouvir com atenção.
    7. Repare, no entanto, que, na situação anterior, como essa vírgula indica a introdução de algo adjacente, deverá ser utilizada uma outra vírgula a indicar o fim do sintagma introduzido e a continuação da oração iniciada pelo que.’

    Disponível em:
    in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-que-e-as-virgulas/8241 [consultado em 07-06-2022]

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