É de conhecimento geral que desde o período pré-histórico os seres humanos desenvolveram uma relação hierarquizada com os bichos, visto que, as primeiras interações estabelecidas como a caça e a domesticação, visavam tirar o máximo proveito de outras espécies em prol do homem, que por muitas vezes desconsiderava o abuso praticado pelo mesmo no percurso. Nesse sentido, vale ressaltar que a situação atual não se distancia muito da vivenciada na época, e que embora leis tenham sido vigoradas e campanhas realizadas, o número de casos de maus-tratos, principalmente nessa pandemia com as pessoas passando mais tempo em casa, vêm aumentando.
A priori, é preciso considerar que maltratar um animal abrange uma série de atos, bem como mutilá-los ou expô-los a condições que os prejudiquem, a partir disso, a legislação por si só, embora necessária, não soluciona o problema. Ou seja, as leis existentes só são eficazes no caso de denúncias, o que implica no fato de que a intervenção e punição regulamentadas só irão ocorrer caso alguém fique ciente de uma situação assim e contate o órgão responsável por sua região. Com isso, evidencia-se que diversos casos não chegam ao conhecimento das autoridades e consequentemente não são resolvidos.
Sob o mesmo ponto de vista, recentemente uma campanha com o intuito de combater a realização de testes que envolvam esses seres, especialmente por parte da indústria da beleza, teve grande repercussão nos veículos de comunicação. O curta-metragem “#SaveRalph”, que reforça a luta da ONG Humane Society International (HSI), impactou o público ao contar com a presença de artistas conhecidos e sobretudo ao relatar o sofrimento ao qual certas espécies são submetidas. Nesta iniciativa o protagonista narra um dia normal de sua vida, e o seu depoimento corrobora com o pensamento de que embora se saiba que diversas descobertas científicas foram pautadas nesse tipo de experimento, isso não justifica os processos pelos quais certas cobaias são obrigadas a passar. Logo, é possível perceber a existência de brechas no regimento que tornam permissíveis alguns cenários de crueldade.
Diante disso, percebe-se que a implementação imediata de projetos, por parte do governo, que envolvam uma fiscalização constante visando atingir uma escala de casos maior e voltados tanto para animais domésticos, quanto para os silvestres é indispensável, assim como um maior investimento de tempo e dinheiro em ONGs que tratam daqueles que já foram maltratados. Por último, a presença da mídia é de extrema relevância para que essa problemática ganhe mais visibilidade, além de auxiliar como forma de conscientização.
MarcioVitor
C1(200)= A CI te avalia em demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
C2(200)= A CII te avalia em compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa
C3(160)= A CIII te avalia em selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
C4(200)= A CIV te avalia em demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
C5(200)= A CV avalia uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Ótima redação LBeattiz, parabéns!
Nota: 960