Evasão escolar no ensino médio brasileiro

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A Constituição Federal de 1988 – documento de maior soberania no território nacional – declara a educação como direito fundamental de todo cidadão. No Brasil, entretanto, a população se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja vista que muitos jovens sofrem com o sistema educacional. Sob esse viés, aponta-se a exclusão dos deficientes e as desigualdades sociais como empecilhos à consolidação do obstáculo, sendo imprescindível coibir esse preocupante cenário.

    A princípio, vale ressaltar a restrição dos portadores de necessidades especiais como fator determinante para a permanência da barreira. Nessa perspectiva, o filme chamado “Como Estrelas Na Terra” retrata um jovem deficiente, o qual passa por desacertos na escola, por causa da nefasta estrutura escolar direcionada aos portadores de deficiência. Fora da ficção, essa realidade mantém-se presente e muito influente nas relações sociais e na política nacional. Em virtude disso, a sociedade passa por dificuldades quanto à aceitação e efetivação dos seus direitos. Desse modo, é inaceitável que o Estado tenha a postura de precarizar a estrutura escolar, visto que privar o ensino é também ferir sua dignidade e vida moral.

    Ademais, nota-se a pobreza como uma das razões pela qual o impasse ainda perdura. Acerca disso, é oportuno assinalar que, conforme o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico e, para ser igualitária e coesa, depende da completa harmonia entre todas suas partes. Nesse sentido, a conjuntura vigente contrasta a concepção de Durkheim, posto que muitos jovens são obrigados a abandonarem as escolas por necessitarem de alimentos em casa, por isso, fomenta a formação de um corpo social desigual e excludente. Dessa maneira, é inadmissível que o Governo utilize a população como isca para praticar as violações da Constituição nacional, dado que praticar a desigualdade social restringe a população jovem dos colégios.

    Diante do exposto, é necessária uma ação do Estado para amenizar a adversidade atual. Portanto, o Ministério da Cidadania deve promover um projeto, o qual incentiva investimentos nas áreas de ensino para a inserção dos pobres, além de melhorar e inovar a estrutura dos colégios, por meio da parceria com as empresas públicas e privadas. Espera-se, com isso, uma sociedade livre de adversidades e com seus direitos assegurados. 

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3 Correções

  1. A Constituição Federal de 1988 – documento de maior soberania no território nacional – declara a educação como direito fundamental de todo cidadão. No Brasil, entretanto, a população se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja vista que muitos jovens sofrem com o sistema educacional. Sob esse viés, aponta-se a exclusão dos deficientes e as desigualdades sociais como empecilhos à consolidação do obstáculo, sendo imprescindível coibir esse preocupante cenário.

    A princípio, vale ressaltar a restrição dos portadores de necessidades especiais como fator determinante para a permanência da barreira. Nessa perspectiva, o filme chamado “Como Estrelas Na Terra” retrata um jovem deficiente, o qual passa por desacertos na escola, por causa da nefasta estrutura escolar direcionada aos portadores de deficiência. Fora da ficção, essa realidade mantém-se presente e muito influente nas relações sociais e na política nacional. Em virtude disso, a sociedade passa por dificuldades quanto à aceitação e efetivação dos seus direitos. Desse modo, é inaceitável que o Estado tenha a postura de precarizar a estrutura escolar, visto que privar o ensino é também ferir sua dignidade e vida moral.

    Ademais, nota-se a pobreza como uma das razões pela qual o impasse ainda perdura. Acerca disso, é oportuno assinalar que, conforme o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico e, para ser igualitária e coesa, depende da completa harmonia entre todas suas partes. Nesse sentido, a conjuntura vigente contrasta a concepção de Durkheim, posto que muitos jovens são obrigados a abandonarem as escolas por necessitarem de alimentos em casa, por isso, fomenta a formação de um corpo social desigual e excludente. Dessa maneira, é inadmissível que o Governo utilize a população como isca para praticar as violações da Constituição nacional, dado que praticar a desigualdade social restringe a população jovem dos colégios.

    Diante do exposto, é necessária uma ação do Estado para amenizar a adversidade atual. Portanto, o Ministério da Cidadania deve promover um projeto, o qual incentiva investimentos nas áreas de ensino para a inserção dos pobres, além de melhorar e inovar a estrutura dos colégios, por meio da parceria com as empresas públicas e privadas. Espera-se, com isso, uma sociedade livre de adversidades e com seus direitos assegurados.

    Algumas partes ficou incoerente, ” Os problemas obstam a consolidação do obstáculo” o argumento usado não teve tanto sentido. Fora isso, ficou bom

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  2. Acredito que no primeiro paragráfo o termo “consolidar o obstáculo estar errado “, pelo uso da palavra obstáculo.
    No segundo paragráfo, o trecho “Em virtude disso, a sociedade passa por dificuldades quanto à aceitação e efetivação dos seus direitos.” estar um pouco equivocado quanto ao direcionamento, pois deveria focar na parcela com deficiência e não na sociedade como um todo. Também nesse paragráfo há o uso errado de uma vírgula na citação em ” …na escola, por causa da nefasta”…
    No 3° paragráfo, …”necessitarem de alimentos em casa, por isso, fomenta a formação de um corpo social desigual e excludente”, acredito que “por isso” deva vim após uma vírgula
    Na conclusão há o erro na ordenação das soluções, já que primeiro foi dito sobre os deficientes, então na intervenção essa deve vim primeiro.
    Acredito que esses são os erros. Posso estar equivocado em algum, mas é válido conferir.
    Espero que seja útil

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  3. “aponta-se a exclusão dos deficientes e as desigualdades sociais como empecilhos à consolidação do obstáculo, sendo imprescindível coibir esse preocupante cenário.”

    Os problemas obstam a consolidação do obstáculo? Esse trecho ficou um tanto incoerente. Aliás, o argumento da falta de acesso à educação inclusiva não parece ser de muita relevância para a evasão escolar. Também creio que a redação não se concentrou no ensino médio como direciona o tema.

    Fora isso, não vejo outros problemas tão contundentes

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