O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para a nação, que atualmente enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Dentre eles, descantam-se os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais, problema recorrente na sociedade brasileira. Isso se deve, principalmente à inoperância estatal e ao preconceito cultural da sociedade.
Sob esse viés, existe uma grande negligência dos poderes públicos, dado que não existe políticas públicas eficazes, como políticas de reconhecimento a cultura dos povos tradicionais no Brasil. Segundo o filósofo grego, Aristóteles “A base da sociedade é a justiça”, mas não ocorre isso no atual cenário da sociedade, visto essas comunidades não tem à sua cultura devidamente reconhecida e valorizada por uma parcela da população brasileira. Logo é necessário o governo resolver a problemática.
Além disso, existe o preconceito cultural com essas comunidades, visto que boa parte da população brasileira não aceita uma cultura da própria. Nessa perspectiva é importante ressaltar que a sociedade tem um papel fundamental na valorização das tradições desses povos tradicionais brasileiros. Diante disso cabe a população se conscientizar em prol dessas comunidades tradicionais, visando valorizar a cultura e o conhecimento delas.
Portanto, cabe ao Governo Federal, órgão federativo, com o apoio dos estados, e por meio da utilização de verbas destinadas à pasta, a promoção de políticas destinadas a divulgação da cultura desses povos, para que assim possam propagar as suas tradições e conhecimentos para o resto da população. Desse modo o Brasil se tornará a nação da Ordem e Progresso como proferiu Raimundo de Teixeira Mendes.
Desafios para valorização das comunidades e povos tradicionais do Brasil.
Compartilhar
Lucasjs04
Olá, Fera!
Eu sou professor de redação e posso fazer uma correção detalhada do seu texto a partir das competências do Enem e estimar uma nota para sua redação do Enem. Se tiver interesse, me manda uma mensagem através do meu e-mail, [email protected].
Valor simbólico: $2,50
Aguardo seu contato!
Prof Lucas, Abc.
IgorEscala
Introdução: o parágrafo apresenta uma estrutura bem definida e de acordo com o requerido pelo modelo Enem de redação, com repertório sociocultural, contextualização e tese em seus devidos lugares. É válida a relação de dependência entre a valorização de comunidades tradicionais e o desenvolvimento nacional. Há uma ressalva, no entanto, pelo uso da palavra “recorrente”, que dá a entender que trata-se de um problema que ocorre apenas com frequência, em vez de dar ideia de continuidade. Acredito que isso não vá provocar penalidades.
Desenvolvimento 1 (primeiro argumento): ao tentar fundamentar o argumento de que não há políticas públicas de reconhecimento da cultura de povos originários no Brasil com uma citação de Aristóteles, o autor sustenta que esse reconhecimento é uma questão de justiça, o que pode ser interpretado, pelo corretor oficial, como um exagero no uso desse conceito, já que o filósofo certamente se referia à justiça social ou à resolução de conflitos propriamente dita. Além disso, nota-se desvio da norma culta (ou erros de digitação) em vários pontos: “não existe políticas públicas” (existem), “políticas de reconhecimento a cultura” (da cultura), “o filósofo grego, Aristóteles” (falta de vírgula depois de “Aristóteles”), “visto essas comunidades” (visto que), “não tem à sua” (não há crase) e “logo é necessário” (falta vírgula depois de “logo”).
Desenvolvimento 2 (segundo argumento): o tópico frasal (primeiro período do parágrafo) cumpre a sua função, mas passa a não fazer sentido em “boa parte da população brasileira não aceita uma cultura da própria”. Esse argumento é mal fundamentado, uma vez que recorre à obviedade: dizer que a sociedade tem um papel fundamental na valorização de tradições não é um argumento, mas sim a premissa do tema em si; a desvalorização com a qual sofrem essas comunidades (tema da redação) só poderia vir da sociedade, ou seja, é uma informação que não precisaria estar ali. O autor, em vez de reiterar a tese, ainda termina o parágrafo antecipando uma proposta de intervenção do tipo utópica, em que existiria a possibilidade de que a população se conscientizasse espontaneamente de alguma coisa. Ocorrem também desvios da norma culta: “Nessa perspectiva é importante” (falta vírgula depois de “perspectiva”), “Diante disso cabe a população” (falta crase e vírgula depois de “disso”) e “se conscientizar em prol” (construção de frase que não faz sentido; pessoas podem se conscientizar DE algo, e não EM PROL de algo).
Conclusão: o Governo Federal não é um “órgão federativo”; órgãos federativos (ministérios, secretarias e etc.) compõem o Governo Federal, a mais alta instituição do Poder Executivo. Ao explicar como a proposta se dará, mais uma vez o autor recorre à obviedade: diz que o Governo (que não é uma pasta, mas, novamente, é composto por pastas — os ministérios) promoverá políticas utilizando verbas já destinadas, o que só poderia acontecer (e acontece) dessa forma, invalidando, portanto, o agente “como” que deveria ser explicado na proposta de intervenção. Desvios de norma culta: “destinadas a divulgação” (falta crase), “desse modo o Brasil’ (falta vírgula depois de “modo”) e “Ordem e Progresso como proferiu” (falta vírgula depois de “Progresso”).
Resumo: é uma redação que cumpre o papel de relacionar argumentos válidos com o tema apresentado, mas o faz de maneira previsível e pouco ou nada fundamentada.