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Desafios para a inclusão de autistas no Brasil (COUBE NA FOLHA)

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   A Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas)- assegura a todos os indivíduos, sem qualquer distinção, o direito ao bem-estar social. Contudo, quando se observa as dificuldades para a inclusão de autistas no Brasil, percebe-se que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática. Nesse sentido, o desconhecimento da população e a negligência governamental são empecilhos para a resolução do problema.

   É válido destacar, de início, que a ignorância da população se configura como um agente complicador da situação. Nessa perspectiva, um dos protagonistas da Reforma Protestante no final da Idade Média, Martinho Lutero, acreditava que as síndromes e as deficiências eram resultados de feitiços e de bruxarias, e por consequência, os que portassem essas características deveriam ser mortos. Esse tipo de pensamento segregacionista foi enraizado no país, já que a presença luterana no Brasil não se concentrou apenas em igrejas, mas também em escolas, que fundamentaram seus ensinos com base no protestantismo, logo, por conseguinte, devido ao desconhecimento da população brasileira, os autistas continuam sendo excluídos.

   Outrossim, a negligência do governo torna a problemática persistente. Nesse viés, para que o processo de inclusão das pessoas autistas seja efetivado, é necessário capacitar os profissionais da educação, para que se tornem capazes de lidar com o público autista desde a infância nas escolas. Entretanto, percebe-se uma insuficiência estrutural nas escolas de todo o país, pois estas não possuem os mecanismos necessários para atender a população autista, como a ausência de professores capacitados e de materiais adequados a esse público, tendo em vista que a última tentativa de reformulação da grade curricular foi feita na década de 1960. Dessa forma, pela falta de uma educação inclusiva, os portadores do espectro autista continuam sendo segredados.

   Portanto, é imprescindível que, para liquidar a problemática, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas destinadas à educação, deve capacitar os docentes, através de palestras que serão ministradas por psicólogos, com o fito de diluir as diferenças existentes em sala de aula, e, posteriormente, fora dela, além de promover campanhas midiáticas de cunho educativo, que visem informar a população sobre o autismo. Só assim, o tecido social brasileiro sairá das amarras do desconhecimento.

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4 Correções

  1. Olá, tudo bem?

    A sua redação está ótima, você soube introduzi-la bem de maneira objetiva, mostrou sua opinião, em seus desenvolvimentos soube voltar a tese, desenvolvê-los de maneira correta e objetiva, usou fatos históricos e conectivos, e por a fim a conclusão que está bem elaborada e conclusiva.

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  2. Não sou especialista mas vou apontar oq eu acho q tá errado

    A Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas)-[1] assegura a todos os indivíduos, sem qualquer distinção, o direito ao bem-estar social. Contudo, quando se observa as dificuldades para a inclusão de autistas no Brasil, percebe-se que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase[2]na prática. Nesse sentido, o desconhecimento da população e a negligência governamental são empecilhos para a resolução do problema.
    [1] vírgula e não traço (traço é como parenteses, vc isa pra isolar alguma coisa então vc usar pra abrir e fichar alguma colocação
    [2] tira o “com ênfase” não é que esteja errado, é que fica melhor na leitura se vc tirar, tenta ler sem

    É válido destacar, de início, que a ignorância da população se configura como um agente complicador da situação. Nessa perspectiva, um dos protagonistas da Reforma Protestante no final da Idade Média, Martinho Lutero, acreditava que as síndromes e as deficiências eram resultados de feitiços e de bruxarias, e por consequência, os que portassem essas características deveriam ser mortos. Esse tipo de pensamento segregacionista foi enraizado no país, já que a presença luterana no Brasil não se concentrou[1] apenas em igrejas, mas também em escolas, que fundamentaram seus ensinos com base no protestantismo, logo, por conseguinte, devido ao desconhecimento da população brasileira, os autistas continuam sendo excluídos.
    [1] concretizou
    olha a construção tá bem boa, o único problema que eu encontrei é que vc colocou a culpa da ignorância da população exclusivamento no luteranismo, eu usaria a parte do pensamento do Martinho Lutero fazendo um paralelo com o pensamente segregacionista vigente na sociedade causado dentre outros motivos pela falta de conhecimento sobre o autismo, pela falha do governo em tornar público as caracteristicas do do disturbio e tals

    Outrossim, a negligência do governo torna a problemática persistente. Nesse viés, para que o processo de inclusão das pessoas autistas seja efetivado, é necessário capacitar os profissionais da educação, para que se tornem capazes de lidar com o público autista desde a infância nas escolas. Entretanto, percebe-se uma insuficiência estrutural nas escolas de todo o país, pois estas não possuem os mecanismos necessários para atender a população autista, como a ausência de professores capacitados e de materiais adequados a esse público, tendo em vista que a última tentativa de reformulação da grade curricular foi feita na década de 1960. Dessa forma, pela falta de uma educação inclusiva, os portadores do espectro autista continuam sendo segredados.

    nossa vc escreve mt bem, uma construção mt boa nem consegui achar erros

    Portanto, é imprescindível que, para liquidar a problemática, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas destinadas à educação, deve capacitar os docentes, através de palestras que serão ministradas por psicólogos, com o fito de diluir as diferenças existentes em sala de aula, e, posteriormente, fora dela, além de promover campanhas midiáticas de cunho educativo, [1]que visem informar a população sobre o autismo. Só assim, o tecido social brasileiro sairá das amarras do desconhecimento.
    [1] se vc colocar …com o fim de informar… vai ficar melhor explicito a finalidade e vc corre menos risco de perder ponto pq falta elemento na proposta

    eu daria traquilamente 960/1000

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  3. Seu texto ultrapassou 30 linhas, em um concurso ou no Enem isso seria motivo de desclassificação. Sua conclusão foi boa mas só propôs melhora no meio da educação, pense em uma proposta para a sociedade, oq ajudaria a melhorar essa visão preconceituosa na sociedade, qual inclusão realmente ajudaria socialmente não educacionalmente. Fora isso está bom

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  4. Olá! Não sou expert em redação, mas conforme critérios do Enem, vejamos:
    Domínio da norma padrão da língua portuguesa. … Bom! Aumente vocabulário de sinônimos para maximizar nessa competência.
    Compreensão da proposta de redação. …Bom! Só achei estranho que em nenhum momento definiu-se o que é o espectro autista.
    Seleção e organização das informações. … Bom!
    Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto. … Bom!
    Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os direitos humanos… Regular. Sugere-se conhecer melhor nossa legislação, tanto os direitos, quanto os deveres. Desvios de finalidades das entidades do Estado, além de contravenção, podem infringir o Artigo 8 da declaração universal dos direitos humanos: “Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela Constituição ou pela lei.”

    Cada vez que vc foi escrevendo, vc vai melhorando praticando. Parabéns!

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