A série Atypical, da Netflix, retrata a história de Sam, um adolescente no espectro autista, e sua busca pela independência e aceitação social. Ao longo do enredo, é possível perceber as complicações do personagem ao lidar com o despreparo de diversas instituições, como o âmbito escolar, em relação a pessoas neurodivergentes, além do preconceito dos colegas de classe. Nesse viés, faz-se necessário analisar os desafios para a inclusão da pessoa autista no Brasil.
Em primeiro plano, cabe mencionar a existência de legislações voltadas para indivíduos com TEA, como a lei Berenice Piana, que assegura o diagnóstico pelo SUS, o acesso à educação e ao trabalho. Todavia, infere-se que o tratamento institucional imposto a pessoas no espectro ainda demonstra inúmeras falhas. Consoante à obra audiovisual, na qual os professores de Sam não possuem conhecimento sobre suas condições especiais, como a dificuldade em fazer anotações ou manter a atenção plena nas aulas, tal fato reverbera a necessidade de maior gestão legislativa e, subsequentemente, melhorias estruturais nesse contexto.
Vale ressaltar, paralelo a isso, o preconceito sofrido por essa parcela da população, que muitas vezes é excluída da socialização ou humilhada por apresentar características diferentes dos demais. Em vista disso, percebe-se a teoria do sociólogo Talcott Parsons, em que a família é uma fábrica de personalidades humanas, pois a falta de informação e diálogo dos familiares sobre empatia e respeito à diversidade, acarreta na discriminação, e outrossim, na manutenção da problemática.
Consequentemente, o princípio da isonomia para todos os cidadãos brasileiros não é cumprido, haja vista que os fatos supracitados resultam na segregação desses indivíduos e sua impossibilidade de completar os estudos, ingressar no mercado de trabalho e alcançar a autonomia.
Logo, é improtelável a ação do Estado brasileiro em conluio com a esfera familiar, a fim de alterar esse cenário. Em primeiro lugar, o MEC deverá, por meio de verbas orçamentárias, criar um treinamento para professores e funcionários das escolas, sobre as condições de estudantes atípicos e suas necessidades especiais, com o fito de informá-los sobre a melhor abordagem e a flexibilização do aprendizado para esses alunos. Além disso, o seio parental, com o diálogo, irá ensinar os filhos sobre a importância do respeito em detrimento das diferenças, e do fim da discriminação. Objetiva-se, portanto, conseguir a isonomia concreta, prevista pela Constituição.
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Olá, Giulia, tudo ótimo?
Achei sua redação bem legal, você fez uma correlação bacana entre o seriado e o problema atual. Eu só anexaria esse quarto parágrafo ao terceiro para a redação ficar mais “enxuta”.
Não achei nenhum erro de pontuação ou erro gramatical; você faz muito bem as intercalações de período, parabéns!
O único detalhe que eu acho que poderia te prejudicar é que você não explicou o que significa as siglas (TEA e MEC). No mais, parabéns pelo texto!
milena_alves
Olá, tudo bem? vou tentar te ajudar.
O seu texto está muito longo para uma redação de ENEM, precisa focar em sintetizar melhor as informações.
É importante reforçar que uma redação de ENEM é composta por quatro parágrafos, sendo
eles: a introdução, dois parágrafos de desenvolvimento e a conclusão.
O uso de repertórios culturais está correto, mas deve se atentar a sempre trazer fontes para eles.