Diante do sistema previdenciário do Brasil, no qual existem aposentadorias por tempo de contribuição, é notável a importância da entrada e permanência dos jovens no mercado de trabalho. Em suma, essa relação entre aposentados e trabalhadores garante que a balança econômica dos beneficiários e a receita que o país detém para satisfazer os valores concedidos seja estável. Desse modo, evidencia-se a negligência governamental e a passividade social como fatores que geram desafios para a entrada da juventude no mercado de trabalho. Assim sendo, é fundamental remediar esses entraves em prol da plena harmonia social.
Em primeira plano, é valido analisar o descaso estatal e como ele prejudica a obtenção do primeiro emprego para os jovens. De acordo com a Constituição de 1988 o Estado deve oferecer direitos fundamentais a população, tais como educação e trabalho, porém isso não está ocorrendo na prática. Essa constatação pode ser feita na medida em que, o governo não reforça leis de auxílio aos jovens e não oferece cursos profissionalizantes de maneira igualitária. Como exemplo disso, várias regiões afastadas de centros urbanos não reúnem instituições públicas com cursos técnicos integrados ao ensino médio, o que dificulta aos jovens de baixa renda o acesso aos cursos que tornariam seus currículos mais atrativos para empresas. Consequentemente, após a conclusão do segundo grau ficam por longos períodos desempregados e não contribuem com a previdência.
Ademais, a passividade da população diante dos seus direitos depreciados pelo Governo acentua o problema. Nesse viés, de acordo com o conceito “Banalidade do mal” da filósofa Hannah Arendt o “mal” já está presente na sociedade a tanto tempo que ela o normaliza e não toma atitude nenhuma para mudar o cenário em que vive. Por conseguinte, mesmo diante da omissão de seus direitos percebe-se que população não tem organizado formas de combate aos desafios que os jovens enfrentam na inserção no mercado de trabalho. Como consequência, os mais novos ficam desempregados e podem não conseguir cursar ensino superior devido aos custos, sendo prejudicados pelo resto da vida adulta por não ter qualificação profissional.
Portanto, é necessário a realização de medidas a fim de diminuir os desafios enfrentados pelos jovens na inserção e permanência no mercado de trabalho. Cabe ao Governo Federal, investir na educação profissionalizante em todo terrritório brasileiro, através da oferta de cursos e reforço de leis ja existentes como oferta de emprego na modalidade jovem aprendiz, que oferece experiência ao trabalhador. Também é essencial que a população crie sindicatos juvenis, realize abaixo-assinados solicitando políticas públicas que auxiliem os jovens e os fixem no mercado de trabalho.
Lucy2004
Boa tarde! Sua redação está ótima está bem estruturada,o repertório legitimado, e elementos coesivos e operadores argumentativos está ok. Porém tem alguns desvios de fácil solução, sentir falta do uso da vírgula em algumas partes como no desenvolvimento 2 linha 7, e frases consideradas embrionárias na minha opinião, exemplo porq é importante a entrada e a permanência do jovem no mercado de trabalho?
Entt não sou profissional em relação a isso mas o espero ter ajudado.☺️
p4ndinha
Olá!
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar! Estrutura bem organizada, ideias coesas e apresentou e sustentou bem os argumentos. Por isso, apenas duas observações:
– D2: ao fala “consequentemente”, já damos a entender o que possivelmente irá acontecer. Assim, dependendo das palavras que iremos usar, corremos o risco de ficar repetitivo. Como em “os mais novos ficam desempregados e *podem*(lembre do sentido de possibilidade) *não* conseguir cursar ensino superior devido aos custos, sendo prejudicados pelo resto da vida adulta por *não* ter qualificação profissional.” SUGESTÃO: os mais novos ficam desempregados e não conseguem cursar o ensino superior devido aos custos, sendo assim prejudicados pelo resto da vida adulta por falta de qualificação profissional.
– CONCLUSÃO: completo a parte que cabe ao Governo Federal, porém, ao falar da população, ficou um pouco vago. Qual parte da população deve criar os sindicatos?
Enfim, não sou uma especialista no assunto, mas espero ter ajudado ;) e por favor, se não concordou com algo, fale..estarei a disposição!