Estudante

Desafios da Educação a Distância

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O atual modelo de ensino presencial surgiu durante a Revolução Industrial. Nessa época, foi concebida a ideia de aplicar o modelo instrutivo das fábricas no ambiente escolar. Dessa forma, as salas de aula adotaram um rígido modelo, baseado no enfileiramento de carteiras diante do professor. Contudo, a sociedade contemporânea muito difere da antiga coletividade inglesa e, consequentemente, novos modelos educacionais vêm ganhando adeptos. Dentre eles, destaca-se o ensino a distância que, apesar de gozar de um maciço desenvolvimento tecnológico, apresenta problemas como a qualidade duvidosa de  serviços prestados e a evasão escolar.

A priori, é imperativo destacar que muitos cursos disponibilizados no ambiente virtual não dispõem de professores qualificados e metodologias eficientes. Aproveitando-se da intensa busca por cursos online, empresas ofertam formações de qualidade duvidosa, a fim de lucrarem facilmente. Nesse sentido, pode-se traçar um paralelo entre tal fenômeno e a política romana de Pão e Circo. Assim como a antiga elite latina utilizava o entretenimento como distração para os problemas sociais, tais companhias oferecem uma série  de benefícios falaciosos a baixos preços que mascaram a precariedade dos serviços prestados. Por conseguinte  essas instituições obstaculizam a formação dos usuários, que confiam cegamente no ensino que lhes é apresentado.

Outrossim, é imperioso salientar que a evasão escolar é outro desafio a ser enfrentado. A flexibilidade inerente a essa modalidade instrutiva garante maior autonomia aos alunos, já que seus pedagogos estão distantes e, desse modo, não podem controlá-los com tanta ênfase. No entanto, quando mal administrada, essa autossuficiência pode se converter em um impedimento à educação, em virtude da desistência infantil, apontada pela Associação Brasileira de Ensino à Distância como a principal adversária da educação virtual. Nesse contexto, percebe-se uma oposição aos ideais de Aristóteles, que caracterizou a obtenção de conhecimento como o desejo natural dos homens, em razão da imaturidade dos jovens, agravada pela ausência de respaldo ou incentivo das instituições que os orientam.

Depreende-se, portanto, a necessidade da implementação de um controle mais rígido sobre o sistema de ensino à distância. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação avaliar a eficiência de plataformas virtuais, por meio de testes que apurem o aprendizado de seus adeptos. Em detalhe, deverá ser exigido que empresas realizem, semestralmente, provas, elaboradas pelo MEC de forma padronizada, a fim de medir a evolução de seus alunos. Ademais, é imprescindível que as organizações criem incentivos para que os educandos concluam os cursos ministrados, evitando, assim, a evasão escolar. Somente assim o pleno funcionamento desse método será assegurado.

 

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3 Correções

  1. Olá!

    Sua introdução ficou boa, achei bem explicada e elaborada! Sua objetividade também não ficou para trás, o uso dos repertórios encaixaram perfeitamente, só tomaria cuidado com certas pontuações, como a vírgula.
    As palavras “apriori”, “posteriori” e “outrossim” provavelmente não serão mais contadas como elementos coesivos pela bancada, existem muitos outros exemplos, não tenha medo de usá-los por mais simples que pareçam.
    Parabéns!

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  2. Achei o seu texto muito bom! Manteve uma boa tese, não fugiu ou tangenciou o tema e obteve uma ótimaargumentação nos paragráfos de desenvolvimento. Só toma um pouco de cuidado com palavras “difíceis”, pois elas podem atrapalhar o entendimento do texto. Os corretores corrigem muitas redações por dia, então quanto mais simples e objetivo o seu texto, melhor!
    Parabéns!!

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  3. Olá, tudo bem?
    Então, vamos lá. Acredita-se hoje que não se usa mais a palavra “outrossim” pois professores de bancadas que corrigem as redações já não acham que seja uma palavra “usável” porque é repetitiva demais (repetição de certas ocorrências).
    O exercício da correção é deixar de lado a subjetividade e ser objetivo. No meio ou início do texto, o corretor encontra conectores destoantes, como “outrossim”, “destarte”, “a priori” que o estudante usa achando que impressiona, mas que destoam do conjunto do texto que ele está escrevendo. Mas cabe ao corretor discernir se é um problema do texto, ou é apenas uma coisa da qual ele não gosta.
    Só uma dica, para que possa enriquecer seus vocabulários sem falar palavras extremamente formais achando que são elas que dão valor maior ao texto. Algo que aprendi é que, quanto menos palavras formais e difíceis no texto, mas ele se torna de fácil entendimento e compreensão, trazendo algo mais simples para o leitor.
    Nota: 960.
    Adorei seu texto e como abordou seu ponto de vista trazendo até mesmo o evento do Pão e Circo e sabendo relacioná-lo muito bem aos argumentos. Parabéns!

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