Iniciante

Desafios ao combate da Arquitetura Hostil.

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No século XVIII, durante a Revolução Industrial, começaram a surgir o percentual de pessoas vivendo nas ruas, pois os pequenos produtores foram removidos de seu habitat, e passaram a lidar com o novo plano econômico: O capitalismo. No contexto hodierno brasileiro, é fato que a população que vive nas ruas precisa enfrentar a presença alarmante das arquiteturas hostis. Isso ocorre seja pela negligência estatal, bem como o preconceito enraizado na sociedade brasileira.

A princípio, é de conhecimento geral que o artigo 6 da Constituição Federal relata todos os direitos fundamentais à nação brasileira. Tais estes, como a garantia ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança material. No ponto de vista social, um cidadão que não possui moradia, e vive acerca das limitações impostas pela a arquitetura hostil, verbaliza a displicência governamental perante à problemática. Diante disso, retifica-se a tese desenvolvida pelo jornalista Gilberto Dimenstein, que no livro “Cidadão de Papel”, demonstra a ineficácia jurídica em fermentar o conjunto de leis equitativas que integram o plano teórico brasileiro.

Outrossim, é nítido que as projeções hostis que marcam presença nas vias urbanas são induzidas pela repulsão à aqueles que não possuem moradia. Sob esse viés, faz-se mister salientar que o termo “arquitetura anti mendigo” evidencia em como a ignorância presente na sociedade brasileira alavanca para a existência de fatores discriminatórios nos centros urbanos. Fazendo jus à citação do físico alemão, Albert Einstein, em que o mesmo diz-“É mais fácil desintegrar um átomo, do que um preconceito.”

Portanto, urge a necessidade dos órgãos superiores realizarem alternativas que visam mitigar os fatos supracitados. Para isso, o Governo Federal em parceria ao Ministério da Cidade, deve potencializar a investigação de casos de edificações hostis, por meio de fiscalizações e o uso de penalidades por ser um fator anticonstitucional. Além disso, junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência social, buscar reduzir a taxa de brasileiros em situação de rua. Criando projetos que garantam moradia aqueles que necessitam, visando aprimorar a utilização da operação “Minha casa, minha vida”. Logo, as consequências por parte da Revolução Industrial serão mitos aos olhos da sociedade brasileira.

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6 Correções

  1. Otima redaçao parabens , ultizou de forma correta a ESTRATÉGIA DEABERTURA +PROBLEMATIZAÇÃO apresentou a tese, desenvolvimento e topicos frasais ,fez a COMPROVAÇÃO DO ARGUMENTO+ CONEXÃO DO REPERTÓRIO COMO TEMA,apresentou a APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO depois o DETALHAMENTO DAPROPOSTA DE INTERVENÇÃO, e finalmente o FECHAMENTO DO TEXTO. amazing! nota 960
    apenas uma observaçao; Empregam-se minúsculas nos conceitos políticos de uso corrente nas publicações do Ipea: setor público, poder público, governo – federal, estadual, municipal – e estado – no sentido de Unidade da Federação.

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  2. Quanto a estruturação dos teus parágrafos, está ótimo, eles tem quantidades próximas de linhas. A sua introdução ficou muito bem colocada, gostei dessa conexão que você fez com a Revolução Industrial e os efeitos atuais. Aconselho apenas que você tente fazer alguma correlação adicional com a condição dos trabalhadores daquela época, suas dificuldades e as dificuldades atuais. Exemplo: Os trabalhadores daquela época moravam nas ruas por expulsão das terras, como mencionado, você poderia citar as razões atuais, como envolvimento com drogas, falta de acesso ao direito básico a educação, e isso deixaria a interligação da responsabilidade do governo muito mais enraizada. No estilo de, em que outros aspectos o governo é displicente para chegar aqui, entende? Mas sua construção foi direta e precisa. Outra ressalva, ótima escrita e conhecimento de vocabulário também, parabéns!

    Esse primeiro desenvolvimento tá incrível! Muito bem feito e o teu conhecimento aplicado através da citação tá ótimo!
    No desenvolvimento dois também tem ótimos conceitos postos! Seria interessante conectar a parte da arquitetura “anti mendigo” com uma hipocrisia profunda instaurada na sociedade. Visto que ao negar a providência do básico, se institui “juiz” e tenta livra-se da consequência de seus próprios atos.

    Conclusão maravilhosa, tudo citado de maneira organizada, e essa retomada da introdução???? De tirar o fôlego! Parabéns, viu?!?! Te daria 960!

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  3. Muito bem!!! Gostei bastante da redação, a introdução ficou ótima, gostei também da conclusão e dos agentes utilizados
    competência 1 = 200 pontos
    competência 2 = 200 pontos
    competência 3 = 160 pontos
    competência 4= 200 pontos
    competência 5= 200 pontos
    total: 960 pontos
    como comentado, acredito que não fecharia c3 apenas, mas pegaria 160, muito bom!!

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  4. muito bem articulado o texto e com bom desdobramento de argumentos. acho que vale um 940-920. só achei um pouco vago e genérico o segundo parágrafo de desenvolvimento, acho vc poderia explicar melhor seu argumento depois do repertório com causas e consequências, pra evitar essa lacuna na argumentação. Mas em suma, acho q fecharia a c5, e C2 facilmente, e teria alguns desvios na c3

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