“É necessário conhecer o passado para compreender o presente e modificar o futuro.”, tal assertiva do filósofo Karl Marx evidencia o problema da desvalorização do pretérito. O desmerecimento dos historiadores mesclada à falta de comprometimento, por parte das autoridades políticas, com a memória coletiva são fatores que contribuem a esse cenário. Dessa forma, para exercer o direito à cultura, à educação e à cidadania é imprescindível o acesso e a compreensão do passado, levando em conta que a realidade hodierna é constituída por ele, formando, assim, uma identidade nacional.
É de crucial importância entendermos, inicialmente, o papel fundamental dos historiadores na percepção da atualidade. Esses estudiosos nos ajudam com suas pesquisas a fim de mostrar as várias perspectivas históricas e como elas estão inseridas nos acontecimentos vigentes. Sendo assim, um bom exemplo de como o presente pode ser melhor assimilado a partir do estudo do passado é o Cais do Valongo, espaço de memória sobre a escravidão africana que por muito tempo ficou “apagado”, sendo descoberto após as escavações nas obras de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, em 2011. O fato de o Brasil ter sido um país escravocrata por mais de três séculos e muitas das mazelas sociais serem resquício desse transcorrido foi entendido, também, pela descoberta desse patrimônio a partir das averiguações dos historiógrafos. Ademais, sua importância está ligada ao elemento central da reconstrução da memória e da história afro-brasileira e ao exemplo de não repetirmos certos erros, realidade que muita gente, infelizmente, ainda não aprendeu.
Outrossim, o descaso dos órgãos públicos e da própria sociedade civil com a sua identidade nacional pode ser exemplificado, de forma lamentável, pelo incêndio que acometeu o Museu Nacional. Esses centros de memória são espaços de transmissão do conhecimento acumulado, os quais enfatizam a relação presente-passado e não podem ser jamais desvalorizados. Posto isto, a importância de preservar a memória desse desastre está justamente no fato de mostrar acontecimentos catastróficos realizados por ações do homem, sendo fundamental para que não ocorram mais.
Infere-se, portanto, a importância de valorizar o passado e a relevância de promover o desenvolvimento cultural, inclusive do patrimônio histórico, geográfico, arqueológico, artístico e científico. Dessa maneira, grande parte da população entenderiam alguma das problemáticas do presente, confirmando, assim, a afirmativa do filósofo Karl Marx.
Dissertação Fuvest, sendo válidas as competências 1, 2 e 3: Expressão e coesão: até 20 pontos; Abordagem do tema: até 15 pontos; Estrutura: até 15 pontos.
Danieel
Muito boa sua redação, completa de tudo referências, fatos e etc.
Acho que a única coisa que vi foi essa parte na conclusão “grande parte da população entenderiam alguma das problemáticas” em que “entenderia” é no singular e “alguma” no plural, e até se colocasse mais uma palavra para ajudar na frase.
EX: “grande parte da população entenderia sobre algumas das problemáticas…”.
biih_18
Sua redação estaria excelente se você não tivesse apenas pegado argumentos que estão no seguinte site: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/comentarios-ao-tema-de-redacao-da-fuvest-acertamos-o-tema/
e montado sua redação em cima de alguns principais argumentos, como Cais Valongo; Museu Nacional;
Portanto sua redação não é autoral, porém também não é plágio completo, pois você modificou algumas coisas com suas palavras.
Conselho: Pode pesquisar ideias de argumentos e repertórios sim! Mas evite colocar explicitamente da mesma maneira que está no site que você viu, tente sempre ler e ir montando com suas palavras até porque no momento da prova o único lugar que poderá ser consultado é sua mente