O “mito da Medusa” retrata a estória da Medusa, uma das irmãs sacerdotisas do templo de Atenas. Abrangia uma beleza impressionante, principalmente por seu cabelo, porém por ser sacerdotisa, Medusa tinha de se manter casta. No entanto, a fatalidade adentrou em acaso quando Poseidon passou a cobiçar Medusa – e, à frente da discrepância, a estuprou dentro do templo. Logo após o ocorrido, a furiosa Atena transformou o cabelo de Medusa em cobras, e lhe colocou a maldição de transformar pessoas em pedra, devido ao fim da castidade de sua sacerdotisa. Por outro lado, o deus dos oceanos não recebeu sequer uma punição. Fora da ficção, é fato que a realidade retratada no mito pode ser associada ao atual contexto brasileiro: progressivamente – a cultura do estupro corresponde as maneiras em que a sociedade culpa as vítimas de estupro e regulariza o comportamento sexual/violento dos homens. Adicionalmente, há presença da objetificação do corpo das mulheres e a diligência de formação da autoestima nas vítimas.
De acordo com Izabel Solyszko, professora em Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFS), as mulheres vivem em uma sociedade patriarcal na qual são consideradas sujeitos de segunda categoria. Nessa lógica, fica explícito que por conta do machismo está impregnado na sociedade, o papel da mulher na sociedade não é relevante.Desse modo, a fim de prolongar a cultura de estupro, é transmitido a ideia de que a mulher não é um ser humano, e sim uma “coisa” que pode ser usufruída e “destruída”. Em síntese, a sociedade “possui” o controle da mulher, empregando o corpo dela em propagandas/anúncios a fim de promover e resultar em compras de produtos.
Ademais, é conveniente ressaltar que, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 89% das vítimas de estupro são do sexo feminino, onde em 70% há crianças e adolescentes. Analogamente, a ocorrência de tais dados, exerce em termos psicológicos uma baixa autoestima em relação às vítimas. Desse modo, acaba por prejudicar à saúde mental da pessoa, aumentando as chances de aquirir alguma doença e impulsionar na adversidade de inúmeros relacionamentos sociais dessas vítimas.
Depreende-se, portanto, que a cultura do estupro no Brasil é um problema que aflige a sociedade atual e que necessita ser combatido. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) elaborar palestras, campanhas e propagandas em escolas, universidades e emissoras de tv, com o propósito de educar às crianças e adolescentes desde cedo para entender a importância da luta contra o machismo e os preconceitos, sendo a favor da educação sexual de qualidade e focada no consentimento da mulher. Dessa forma, evitar que o “mito da Medusa” se torne “realidade”.
Maria Thays
Sua Redação está de acordo com o modelo, com 1 paragrafo de introdução, 2 de desenvolvimento e 1 de conclusão. Segue correto tendo na introdução 2 situações problemas que são defendidas nos desenvolvimentos 1 e 2 e na conclusão a proposta de intervenção.
Segue com uma boa defesa e demonstração de sabedoria em relação ao assunto.