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Cultura contemporânea da automedicação no Brasil.

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A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 o direito ao acesso digno a saúde como inerente a todo corpo social brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem reverberado com ênfase quando se observa a cultura contemporânea da automedicação no Brasil. Frente a isso, é preciso pontuar fatores que corroboram para a manutenção dessa adversidade, tais como o descaso governamental e a influência ideológica de líderes.

Em uma primeira análise, é necessário destacar a negligencia estatal como empecilho para a erradicação desse problema. Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Bauman desenvolveu o conceito de “instituições zumbis”, as quais tratam de organizações sociais mantidas pelo Estado, porém que não apresentam efetividade no cumprimento de suas funções coletivas. No contexto hodierno, tal conceito se reflete no sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por atender e prestar assistência gratuita aos pacientes, o qual não consegue ponderar a grande demanda de pessoas necessitadas dele em razão da infraestrutura falha, a qual devia ser assegurada pelo Poder Publico, gerando angustia nos cidadãos, que mais tarde vêm a se automedicar. Diante dessa perspectiva, é fundamental reverter tais ações.

Ademais, vale ressaltar a errática influencia de lideres como impulsionadora desse quadro. Nesse sentido, a autora Hannah Arendt disserta em sua obra “As origens do totalitarismo” acerca disso, a qual retrata a persuasão ideológica de um governante no comportamento da população. Nesse ponto de vista, é pertinente citar a propagação de ideias incertas nos tempos da pandemia do COVID-19, em que o povo se automedicou com base na crença de um representante sem informações fidedignas de autoridades sanitárias. Nessa lógica, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a carência de inibir esse óbice. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério de Saúde, órgão do Poder Executivo ajuizado pela perpetuação do bem-estar social, destine verbas e as fiscalize a fim de contrariar o sucateamento da saúde publica e crie programas de conscientização dos riscos da automedicação, contanto com a participação de uma superioridade medica, com finalidade de educar o povo a não seguir essa cultura. Assim, se consolidará uma pátria que democratiza a saúde de forma adequada, tal como afirma a Carta Magna.

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5 Correções

  1. Você falou de sucateamento do SUS, instituições que não cumprem suas funções, falou de totalitarismo, mas não falou de automedicação. Sua intervenção é bem construída perante os seus argumentos, mas como você fugiu totalmente do tema proposto, ela é inútil. Sua tese não está clara e o excessivo rebuscamento da linguagem não disfarça que você se perdeu no objetivo do texto.
    Você tem uma boa linguagem, bons recursos coesivos, retoma a ilustração do caso. Ainda assim, eu acho que caberia melhor a constituição no D1 que como ilustração do caso. Um exemplo fresco, fresquinho, é a quantidade de pessoas que tomaram cloroquina e azitromicina para “prevenir” o covid e o papel do ministério da saúde como líder de opinião e sua influência em disseminar informações falsas.
    Sugestão: leia bem o tema, escreva sinônimos e volte o tempo todo pra ele na construção do seu projeto de redação. Eu substituiria Bauman e Arendt por alguma definição do que é cultura, de líderes de influência (two-step flow, por exemplo) e como funciona a cultura da automedicação para daí intervir nela. Talvez, mas bem talvez, dê pra meter uma definição de biopoder e biopolítica nisso, mas eu recomendo apenas se vc tiver pleno domínio do conceito, porque ele é bem complexo e fácil de levar pruma direção errada.
    Escreve bem clara a tese, tendo em vista o problema, quem ele afeta, sua causa e consequência. Se você escrever isso no seu projeto, sua redação vai ficar mais clara e andar na posição correta.

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  2. Redação muito boa com repertório produtivo e legitimado, texto dissertativo-argumentativo adequado ao tema, apenas despontuaria na C1 onde ocorreram alguns desvios gramaticais de acentuação. Há variedade de conectores, porém eu destacaria que evitasse os períodos longos, pois quando usamos períodos mais longos estamos sujeitos a cometer ambiguidades, erros de vírgulas e concordância, seu desenvolvimento poderia ter períodos mais curtos para dar mais clareza ao texto. A conclusão ficou boa possui os 5 elementos.
    C1 acento; público, influência, negligência, médica – 180
    C2 200
    C3 200
    C4 180
    C5 200
    ToTal 960 pontos

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  3. Realmente sua redação está bem estruturada, apresenta uma boa estética e uma argumentação bem desenvolvida, porém, um pouco tangenciada. Na proposta de intervenção, você poderia ter detalhado o primeiro agente não o segundo, pois mesmo tendo dois agente, eles são contado como único, é o primeiro e o mais importante. Mas no geral, uma redação bem feita e com um belo projeto de texto.

    C1:200
    C2: 200
    C3:180
    C4:200
    C4:180

    Total: 960

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  4. Sua conclusão está muito boa, só tem um pequeno erro. Você deveria ter detalhado o primeiro agente não o segundo, pois mesmo tendo dois agente, eles são contado como único, é o primeiro e o mais importante então deveria ficar assim:
    ”..Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, órgão responsável por implantar políticas públicas para a sociedade, por meio do Ministério de Saúde, …”

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  5. Redação bem estruturada, mas tem que tomar cuidado na argumentação, acho que você tangenciou. No 2 e no 3 paragrafo você apresentou seus argumentos, mas não mostrou como eles influenciam na automedicação. Uma dica é usar a relação causa-consequência.
    A sua introdução e sua conclusão estão muito boas.

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