CRISE MIGRATÓRIA

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A obra “O Grito”, do pintor norueguês Edvar Munch, representa uma figura espantada diante de algo que lhe parece oferecer insegurança. Apesar de metafórico, percebe-se que a reação do personagem pode ser aplicada à crise migratória, já que é assombroso que uma nação não reconheça a seriedade de tal problemática. Diante disso, fatores como discriminação étnico-racial, além da falta de oportunidade nos países na tentativa de asilo favorecem a existência desse entrave.

Primordialmente, tomando como base o Artigo 2 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, toda pessoa tem liberdade de viver sem discriminação. No entanto, essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, uma vez que, infelizmente, não é o que ocorre quando direcionamos o assunto aos refugiados. Isso porque, a discriminação étnico-racial é de caráter xenofóbico, no qual associa-se equivocadamente e generaliza o imigrante ao terrorismo ou culpando-o pelo desemprego. Por outro lado, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) o relatório anual divulgou que o número de pessoas fugindo de guerras, perseguições e conflitos atingiu em torno de 70,8 milhões em 2018.

Ademais, os Países que possuem mais condições de recepção dessa população apresentam uma rígida política de migração, por conta dos últimos atentados provocados por islâmicos. Então, considerando que, conforme dizia Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”.  Entretanto, a ideia de nação cria uma identidade, que faz com que os indivíduos não se considerem como iguais, nessa perspectiva, essa ideologia nacionalista impede que haja a percepção de que essa é uma crise humanitária. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à possibilidade de escolha inerente ao homem.

Fica evidente, portanto, o quão árduo é a tortura vivida interna e externamente pelos refugiados. Dessa forma, é necessária uma ação benéfica, em conjunto, da ONU com países que tenham políticas públicas e condições necessárias para receber refugiados e garantir os mínimos direitos à vida digna. Além disso, devem ser criadas ONGs de atuação internacional, como os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha que auxilie a burocracia de asilo e cuidado com esse expatriado. Só assim, para entendermos que o acolhimento e o tratamento com respeito e dignidade são a melhor saída para que o mundo supere essa crise.

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2 Correções

  1. Muito boa sua redação.
    Competência1=180
    Competência2=200
    Competência3=180
    Competência4=160
    Competência5=120
    Total= 840
    Se vc praticar mais e avaliar alguns erros vc conseguirá uma boa nota.
    Além disso,tente sempre ter repertório que não seja estatísticas e números,pois na hora é um pouco difícil de lembrar. Veja filmes,leia livros,saiba frases de filósofos,saiba bastante história que tenho certeza que irá lhe ajudar muito.

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  2. A sua introdução está muito boa você trouxe uma obra de arte para contextualizar o tema sobre a crise migratória . Sendo que você tem que lembrar que os temas da redação do Enem, são sobre problemas dentro do Brasil.
    No primeiro parágrafo de desenvolvimento tem repertório sociocultural,mas falta a marca de autoria que significa a critica social.
    No segundo desenvolvimento faltou a marca de autoria.
    Na conclusão tem o agente, meio modo, faltou o detalhamento.

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