Na série espanhola “La Casa de Papel”, é retratada a forma como a personagem Nairóbi expõe seu filho pequeno à situação de vulnerabilidade ao utilizá-lo como transporte para comercialização de drogas. Fora da ficção, é possível perceber como a questão de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade se faz presente na sociedade brasileira, levando à reflexão acerca de suas consequências. Dentre essas consequências têm-se a tendência criminal e a exposição à crimes contra menores.
Em relação à tendência à criminalidade é inegável como, estando em situação vulnerável, a criança ou o adolescente pode acabar tendo um intenso contato com o mundo do crime, o que a leva à concepção de que aquilo é normal ou a única opção de vida para ela. Assim, as chances dessas crianças e adolescentes se envolverem com o crime e, decorrentemente, sofrerem as consequências dessa escolha, são muito altas. Entretando, essa decisão pode ser tomada também de maneira impulsiva, uma vez que a solução que essas crianças encontram para se protegerem dos adventos do crime seja, paradoxalmente, o próprio crime.
No entanto, quando não se envolvem com crimes, esses adolescentes e crianças acabam sendo vítimas dos crimes, principalmente os de abuso e exploração sexual, visto que 72% das vítimas desses tipos de crime são menores, e que 18% tem até 5 anos de idade. Porém, a peculiaridade dessa questão está no fato de que a maioria dessas vítimas são abusadas ou exploradas por membros da própria família ou pessoas próximas da mesma. Isso mostra como, em grande parte dos casos, o contexto de vulnerabilidade é o próprio lar das vítimas.
Assim sendo, percebe-se o quanto a problemática em questão é relevante e abrange diversas esferas sociais, necessitando de medidas que visem sua solução. Cabe então, ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, fiscalizar as atuações do poder público voltadas ás crianças e aos adolescentes e implementar centros de acolhimento para esse público, por meio de projetos fiscais e aplicações de verbas, a fim de diminuir os casos de crianças em situação de vulnerabilidade. Desa forma, situações como a retratada em “La Casa de Papel” serão cada vez menos frequentes.
RavennaRios
Olá, Nathalya. Observei alguns usos indevidos de gerúndio e períodos longos. O gerúndio deve ser usado quando o sujeito está amostra na oração. Quanto ao período o ideal está entre duas linhas e meia, ao máximo três linhas. No terceiro parágrafo de desenvolvimento achei o bem mais expositivo e informativo do que argumentativo. Você pode utilizar expressões como: infelizmente, é inaceitável que…