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Como combater com eficiência o tráfico de drogas no Brasil

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A humanidade sempre usufruiu de entorpecentes para vários fins, sejam medicinais, recreativos, religiosos, ritualísticos ou até parte da nutrição. Entretanto, em virtude de tratados internacionais acatados pelo governo brasileiro, recursos e forças policiais tem sido desperdiçados para essa guerra perdida contra as drogas, mas porque?

Além das substâncias amplamente conhecidas, cruzam pelas alfândegas nacionais inúmeros sintéticos e extratos naturais ainda não catalogados, portanto não é ilegal algo que simplesmente seja desconhecido, apesar que há também casos de contravenções, seja por descaminho, sonegação ou outro enquadramento penal.

Também há muitas outras exceções que afrontariam outros direitos constitucionais, inclusive já debatidos no STF, como: tratar usuários ao invés de incriminá-los, respeitar saberes tradicionais reconhecidos por alguma entidade pública como a CONAD (Conselho Nacional Anti Drogas) ou Funai (Fundação Nacional dos Índios) ou até direito à tratamento de doenças com narcóticos restritos como o Canabidiol.

Portanto é mister que as entidades superem a lenta burocracia apesar das descobertas de novas substâncias, seja ANVISA catalogando misturas, universidades emitindo pareceres, laboratórios atendendo aos requisitos éticos ou defensorias reforçando direitos coletivos. Assim como na farmacologia a diferença entre o veneno e o remédio está na dose, é valido dosar mercados paralelos com legalização, seja cobrando impostos, sob normas e com limites, não apenas tornando atraente a desmedida proibição, como tem feito outros países.

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2 Correções

  1. (Nota: Também sou uma aluna que estou buscando me aperfeiçoar)

    Mesmo sem citar nenhum repertório sociocultural propriamente dito, o texto utiliza as informações da coletânea de forma bem propositada, formando um cadência textual (pergunta do motivo + argumento 1 + argumento 2 + proposta de intervenção ampla). A tese me parece ser a questão do porquê “recursos e forças policiais tem sido desperdiçados para essa guerra perdida contra as drogas”. Para responder à esse questionamento, é citado o desconhecimento do governo brasileiro acerca de diversas substâncias, o que não as enquadraria como ilegais.

    Além disso, foi citada a questão de tratar os usuários de drogas como alternativa à detenção – algo já mencionado no 1º parágrafo -, e a questão de reconhecer elementos culturais tradicionais de outros povos (erradamente generalizados como “drogas” pelo pensamento ocidental). Como proposta de intervenção, achei a argumentação muito ampla, mas que retoma o reconhecimento dessas substâncias por órgãos competentes e o reconhecimento de direitos coletivos (isto é, ao direito do uso de certas substâncias).

    Enfim, posso elencar alguns recursos coesivos utilizados no texto: essa guerra (falando da guerra contra as drogas); apesar da descoberta (citando as novas drogas); etc.

    Citando alguns desvios da norma culta, temos: mas porque? (o correto seria por quê?); assim como na farmacologia (faltou uma vírgula na comparação: assim como na farmacologia,); valido (faltou o acento agudo: válido).

    Bom, espero que essas sejam algumas críticas construtivas; continue treinando com seus textos! ;)

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  2. Gostei do texto, achei bem escrito. Como não foi informado se a correção é modelo Enem vou pontuar apenas alguns preceitos: “mas porque ” ( o porque sem acento é dado como conjunção então ficou estranho usar duas conjunções juntas, o certo seria o “porquê”); erro na formulação ‘simplesmente seja desconhecido’ o correto é ‘seja simplesmente desconhecido’; falta de vírgula portanto é o certo é Portanto, é; outro é com a palavra mister, que é estrangeira deve ter aspas.
    Achei que o texto teve coesão e ligação entre os parágrafos.

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