Iniciante

Combate ao preconceito contra portadores de HIV/aids

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  É evidente que a sociedade brasileira ainda sofre forte influência das raízes religiosas, em especial aquelas oriundas da colonização portuguesa; Deste modo, diversos temas importantes a serem dissertados acabam se tornando tabus, principalmente aqueles relacionados à sexualidade. Sob esse contexto, o autor Machado de Assis defende que a sociedade deve interceder nas críticas ao comportamento patriarcal e conservador. Logo, consoante esse pensamento, torna-se notória a importância do combate ao preconceito contra portadores de HIV/aids, uma vez que essa repulsão está ligada à falta de conhecimento da população sobre o tema e à ausência de educação sexual

  Em primeiro lugar, é relevante destacar que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 800 mil casos já foram identificados no Brasil, e que, anualmente, são notificados em média 40 mil novos casos. Porém, apesar de essa doença ser relativamente presente no Estado, é claro que a essa enfermidade está cercada de mitos, receio e desconhecimento, fato tal que amplia ainda mais a aversão aos doentes, visto que a população acredita que ela é altamente contagiosa e não está ciente que, se tratada, os infectados podem ter boa qualidade de vida. Diante dos fatos apresentados, fica explícita a necessidade da atuação do governo para desmistificação desse imaginário, já que é imprescindível a mudança no atual cenário de preconceito. 

  Em segundo lugar, também é considerável salientar que os projetos de educação sexual nas escolas enfrentam muitas fronteiras, pois as famílias muitas vezes os relacionam como algo impróprio para os estudantes, sendo assim, de acordo com dados da Unesp, menos de 20% das escolas públicas os apresentam; Consequentemente, forma-se mais uma geração sem noção de métodos contraceptivos e das doenças que podem ser acarretadas com a relação sexual desprotegida; Ademais, ela permanecerá, assim, extremamente conservadora e aflorada de tabus. Sobre tal quadro, Katarina Tomasevski, relatora da ONU, afirma que “a educação é a chave para abrir os outros direitos humanos”. Diante dessa ótica, entende-se a importância da democratização desse tipo de educação para a erradicação dos prejulgamentos e para a consciência de prevenção do HIV/aids.

  Portanto, diante as circunstâncias, entende-se que são fundamentais sanções para o combate contra a discriminação; Isto posto, o Ministério da Saúde, como o maior responsável pela saúde pública, em conjunto com as escolas e a mídia, como formadoras de opinião, devem promover a conscientização e o entendimento sobre a doença, além de instaurar a educação sexual, por meio de campanhas, de palestras, de projetos educativos e pela a distribuição de preservativos, a fim de que o preconceito contra os portadores de HIV/aids e a própria mazela sejam efetivamente diminuídos. 

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4 Correções

  1. Se existe uma coisa que sempre deixa os estudantes apreensivos é o momento de escrever uma redação. Bicho-papão de concursos e vestibulares, a redação definitivamente não é uma unanimidade, pois é no momento da escrita que mostramos nossas competências linguísticas e, infelizmente, nem sempre estamos tão preparados quanto gostaríamos, não é verdade?
    Quando escrevemos, documentamos, inconscientemente, nossas dúvidas e carências de aprendizado. Acertos e erros ficam ali registrados e nítidos para quem vai avaliar nosso texto. Um pequeno erro pode contar muitos pontos na hora da correção e ninguém quer ser mal avaliado por causa disso, certo? Pois bem, para deixar você afiado na escrita, elaboramos dez dicas para uma boa redação, dicas simples, porém, muito importantes, que vão deixar você à vontade na hora de elencar no papel suas ideias e argumentos. Mas atenção: são apenas dicas de redação, quem quer aprender mais sempre deve correr atrás. Bons estudos!

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  2. Olá, boa tarde, sua redação está aparentemente bem grande, ao ler percebi que é um texto um pouco cansativo pela a proporção de ideias , mas está bem conectada, com uso de referências e dados. Os conectivos estão bem ligados, tanto que você usou bastantes no desenvolvimento do texto, você tem uma ampla bagagem cultural, mas deve minimizar um pouco mais no desenvolvimento.
    C1: 200
    C2: 200
    C3: 160
    C4:160
    C5:200
    Total: 920
    Obs: Você poderia ter citado na sua proposta de intervenção, o diálogo famíliar , sobre conscientização relacionado a esse tema, muitas das vezes o preconceito vem do convívio familiar, a falta de conhecimento do assunto acaba gerando rejeição aos portadores de HIV/AIDS . Conversar sobre esse assunto em casa é essencial para diminuir os preconceitos.

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  3. Olá, Boa tarde. Parabéns pela a sua redação, eu não tenho nada a falar sobre ela, simplesmente perfeita.
    Introdução: Parabéns pela alusão histórica e social. Ficou evidente que você tem um vasto conhecimento histórico e literário.
    Desenvolvimentos: Argumentos baseados em dados e não em “achismo”.
    Conclusão: Boa retomada da tese e proposta de intervenção clara e objetiva.

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  4. Oii, boa tarde! Gostei muito do seu texto! Você exemplifica e desenvolve bem seus argumentos, utilizando conhecimento de mundo. Entretanto, frente ao tamanho dele, creio que você poderia fazer alguns cortes ou resumir em poucas palavras, sendo mais direta. Desse modo, ele ficaria mais leve de ler e caberia em 30 linhas.
    Você usa palavras de fácil entendimento e não notei repetição, bem como graves erros gramaticais. Falou do tema, apresentando sua opinião e outras áreas do conhecimento. Sua proposta de intervenção está boa e detalhada. Parabéns! Espero ter ajudado ;)

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