Coletivo X individualismo

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“O homem é um animal gregário”. A frase dita por Aristóteles demonstra a necessidade humana de desenvolvimento em comunidade. Todavia, atualmente, junto à expansão do capitalismo neoliberal, nota-se maior valorização de uma corrente individualista frente à ideia de coletivo, especialmente em sociedades cuja desigualdade entre as classes seja ostensiva. Assim, espera-se medidas que busquem a resolução de tal problemática, especificamente ao se analisar o contexto democrático hodierno.
Em primeiro lugar, cabe elencar os fatores sociais que contribuem para esse cenário. As democracias ocidentais, surgidas e reforçadas ao longo do século XX, caracterizam-se, dado o momento de ruptura entre o governo absoluto predecessor, por refletirem a liberdade, igualdade e fraternidade – convergindo, portanto, as teses coletiva e individual. Contudo, na prática, nota-se a preeminência dos direitos civis, garantidos desde o século XIX, sobre os direitos sociais, ainda em pauta no século XXI, conforme descrito por Norberto Bobbio. Assim, observa-se uma hierarquia entre esses valores.
Ademais, somar-se-á, no Brasil, os aspectos econômicos que contribuem para tal paradigma. De acordo com o sociólogo Jessé Souza, o regime político do país é caracterizado por uma distinção de, além do capital econômico, capital cultural e social. Assim, segundo o autor, a autenticidade e a dignidade são possuídas somente pelas classes média e elite. Essa exclusão da “ralé” brasileira significa, no Brasil, tanto a segregação coletiva, referente ao capital econômico, quanto individual, referente aos demais capitais mencionados.
Fica claro, portanto, que as ideias de coletividade e de individualidade, alicerces e produtos da democracia contemporânea, não são empregados total ou parcialmente nem em países “desenvolvidos” nem em “subdesenvolvidos”. Nesse sentido, espera-se que o Estado, especialmente os ministérios da Educação e da Cidadania, junto à sociedade civil, apresentem projetos, como campanhas midiáticas e palestras e debates em escolas, a fim de diminuir a exclusão mencionada. Espera-se, assim, que o lema da Revolução Francesa, princípio do atual regime político, seja empiricamente efetivado.

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2 Correções

  1. a alusão histórica foi bem colocada, o tema está bem desenvolvido e a relação com o quadro atual do brasil e a ideia de democracia foi fundamental pra concluir seu pensamento.
    A proposta de intervenção deve ser mais conclusiva, imediata.
    Focar mais no detalhamento do que pode ser feito para resolver o problema.
    espero ter ajudado :)
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  2. Introdução: Ótima! Alusão bem colocada, contextualização bem elaborada.
    Desenvolvimento: Ótimo! Argumentação bem feita, referência histórica bem colocada.
    Conclusão: Boa! Vale atentar-se ao detalhamento da proposta de intervenção.
    Sugestão: “… palestras e debates em escolas, (com a participação de psicólogos e especialistas) a fim de…”

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