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Assédio moral trabalhista no Brasil

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“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton, pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante do assédio moral no Brasil. Nesse viés, essa violação do direito ao respeito moral trabalhista é marcada na atualidade por concentrar barreiras e a ausência de medidas para sua erradicação. Desse modo, atuam agravando o quadro central não a negligência governamental, como também a má influência da mídia.

Em primeiro plano, é evidente que o descaso do governo se apresenta como um rígido empecilho no que diz respeito a humilhação de trabalhadores no Brasil. No que se refere a isso, a afirmação de Abraham Lincoln que diz que a política é serva do povo e não o contrário se relaciona fortemente. Analogamente, o poder público não está servindo a sociedade com planos, ações e metas que revertam o cenário atual, no qual segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental, mais de 50% dos profissionais brasileiros já foram submetidos a constrangimentos no ambiente de trabalho. Dessa maneira, o que ocorre realmente é uma falta de diligência e cuidado por parte das autoridades públicas, que se não vierem atreladas a políticas populares que ajam na base cultural do problema, dificulta sua resolução.

Além disso, a inadequada atuação dos meios de comunicação ainda é favorável para o agravamento da exposição de funcionários. Acerca disso, o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Por essa óptica, pode-se observar que a mídia ao invés de promover matérias que elevem os níveis de informação da população sobre essa violação do respeito ético, influencia na consolidação da humilhação pública, cuja base é silenciamento midiático de uma situação que persiste atualmente e que precisa ser cessada.

Logo, é evidente a necessidade de intervenção com relação ao assédio moral trabalhista no Brasil. Para tanto, o Ministério da Cidadania deve promover campanhas de conscientização popular através de escolas, universidades e praças públicas para combater a alienação social sobre o desrespeito ao cidadão trabalhador. Dessa forma, tais campanhas devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para serem apresentadas as principais questões do tópico, com o objetivo de tornar o ambiente de serviço mais harmônico e garantir aos profissionais seus direitos. Feito isso, espera-se a construção de mais pontes e menos muros se comparada com a afirmação de Isaac Newton.

 

 

Preciso que corrijam no modelo Enem, apontando os erros e exemplos de como melhorar. Nota por cada competência.

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3 Correções

  1. Olá! Pessoalmente, gostei bastante da sua redação.
    Como você já havia recomendado, farei uma correção fundamentada nas competências instituídas pela banca do ENEM.
    Competência 01: 170;
    Há algumas inadequações na elaboração do discurso. São detalhes mínimos, como a repetição desnecessária de expressões referencias. Na introdução, por exemplo, você diz “Nesse viés, essa violação”, quando, na verdade, deveria iniciar a frase diretamente, sem o pronome demonstrativo “esse”.
    Competência 02: 180;
    Claramente, você já compreendeu a estrutura dissertativa. A sua técnica é excelente! Mencionarei, apenas, duas recomendações: em primeiro lugar, é válido ressaltar que as citações filosóficos potencializam a nota das redações. Mas, toma cuidado! O excesso de citações pode, consequentemente, te deixar perdid@, o que pode se configurar como a famosa “fuga ao tema”. Além disso, quero chamar a sua atenção para os transtornos mentais desencadeados pelo assédio moral trabalhista. Entendo que a sua argumentação estava mais focada no contexto institucional, porém, acredito que a menção aos distúrbios mentais decorrentes das humilhações no ambiente laboral auxiliariam, inclusive, na elaboração de medidas interventivas (conclusão).
    Competência 03: 180;
    Aqui, a minha única observação diz respeito ao processo de “filtragem” da ideia. Tenta, da próxima vez, “enxugar” mais a argumentação, deixando-a mais clara e fluída, ok?
    Competência 04: 180;
    Você sabe argumentar, isso é um fato! Gostei, em específico, da maneira como você encerrou o terceiro parágrafo (segundo de desenvolvimento). Associar a frase conclusiva ao desenvolvimento do parágrafo é uma excelente estratégia, pois, além de demonstrar o domínio da coesão e da coerência, economiza algumas linhas…
    Competência 05: 160;
    A sua conclusão estava correta. Mas, senti falta de alguma coisa mais inovadora, que trouxesse empolgação… No mais, estava tudo conforme os padrões estabelecidos pela banca corretora.

    Meus parabéns! Você escreve muito bem… Sucesso.
    Ana Clara, 12/07.

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  2. Em primeiro lugar: eu ADOREI a sua escolha do uso de palavras! Muitas vezes colocamos sinônimos de tais palavras ou frases que acabam fazendo com que o texto perca total sentido, mas no caso da sua redação isso não aconteceu.

    É claro que, você utilizou vários recursos em tais palavras, mas ainda conseguiu deixar o texto simples e fácil de compreender. Na hora da correção não é procurado, necessariamente, palavras “difíceis”, mas uma escrita fluída e rápida, como a sua.

    Observei a falta e o excesso de vírgula em alguns parágrafos (mas nada que a prática não possa resolver.)

    Vi que você citou um exemplo no primeiro e terceiro parágrafo (ótimo), mas a ideia em geral não ficou muito clara para mim no terceiro parágrafo :(, então da próxima vez tente caprichar mais.

    Fora isso, amei a sua redação <3
    Continue a praticar e desenvolver o seu vocabulário :)

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  3. Gostei, se eu fosse corretora do Enem daria 820.
    Porém, acredito que se fosse eu escrevendo eu utilizaria esses mesmos argumentos, mas me aprofundaria mais sobre o assunto, como apontando causas e consequências que esses assédios resultam nas vítimas. Sobre a proposta de intervenção, acredito que eu acrescentaria mais coisas, além das campanhas, na qual você descreveu.

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