O filme “O Sorriso de Monalisa”, estrelado por Julia Roberts, retrata o desafio de uma professora de história da arte em promover, para as suas alunas, na escola liberal em que atua, habilidades que superem os paradigmas tradicionais, a fim de que suas alunas possam atuar de maneira crítica na sociedade. Analogamente à obra citada, escolas brasileiras também têm enfrentado desafios ao preparar seus alunos para o exercício da cidadania, na medida em que episódios de violência promovidos por eles tem sido cada vez mais recorrentes no chão escolar, o que contribui para evidenciar o desafio de assegurar uma educação de qualidade. Assim, faz-se necessário analisar o papel das famílias na prevenção de tal cenário, bem como a atuação das escolas em superar a sólida sistemática conteudista.
Primeiramente, é importante refletir sobre o papel das famílias na prevenção de atos de violência de seus protegidos. Para entender tal apontamento, é justo citar o Estatuto da Criança e do Adolescente que, além de assegurar diversos direitos fundamentais, também esclarece, em seu artigo 4º, que a promoção dos direitos à esse público não é tarefa apenas do Estado, mas também dever da família e sociedade. A partir desse viés, infere-se que a família é responsável por desvelar atitudes violentas que possam surgir, como agressividade e contato com fake news que corroboram para ações violentas, mantendo diálogo com seus pupilos e comunicando à escola quando identificado. Assim, a escola, família, sociedade e órgãos públicos buscarão medidas para tratar antes que tais atitudes se intensifiquem.
Outrossim, é preciso reconhecer que instituições de ensino em que se predominam alicerces conteudistas também contribuem para a perpetuação de episódios violentos em seus chãos. Diante do exposto, é justo mencionar Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, que em sua obra “Pedagogia da Autonomia” reflete sobre a importância das escolas em irem além do papel técnico-científico, abarcando o desenvolvimento de habilidades sociais. Diante do exposto, uma escola brasileira que não compartilha dessa intenção citada por Freire, possibilita que em seu chão emerjam conflitos que causam desordem e, por fim, violência. Portanto, é preciso medidas de promoção das habilidades sociais no seio escolar.
Destarte, muitos desafios são reconhecidos para o combate à violência no âmbito das escolas brasileiras, em contrapartida, há soluções. Para isso, cabe as plataformas midiáticas promoverem conteúdos, de modo a refletirem acerca da importância do diálogo em família, para gerar incentivo na proximidade entre pais e filhos. Além disso, cabe aos Sistemas de Ensino desenvolver formações pedagógicas para gestores e docentes reconhecerem e saberem lidar com as atitudes violentas no âmbito da escola. Desse modo, espera-se erradicar toda violência no ambiente educativo, promovendo uma educação para o exercício da cidadania, assim como buscava a professora no filme “O Sorriso de Monalisa”.
victorEmmanuel
Não sou um professor e nem corretor, apenas um estudante. Não leve o que eu falo como 100% verdadeiro.
Uma boa redação.
No seu lugar, eu teria colocado apenas uma proposta, pois , ao colocar duas propostas, você não conseguiu desenvolver as duas utilizando os 5 elementos: ação, agente, meio, detalhamento e finalidade.
De qualquer forma, a redação está bem escrita e apresenta bons argumentos e tese.
Só mais uma coisa, seria bom não utilizar elementos da conclusão no desenvolvimento. Utilize o desenvolvimento para problematizar.
Parabéns.
rausini_
Ok, vamos lá!
1) Ótima redação!;
2) Atente-se ao uso dos conectivos e as suas finalidades em cada parágrafo! Por exemplo os conectivo “diante do exposto” e “portanto”, que dão a ideia de conclusão, ou seja, por serem conectivos conclusivos, recomenda-se utilizá-los na conclusão, mas não no desenvolvimento do seu texto;
3) Na introdução, o título correto do filme é “O Sorriso de Mona Lisa”;
4) Ótimos argumentos e repertórios socioculturais, pois configura mais autoria ao seu texto;
5) Ótima conclusão e proposta de intervenção!
Nota:
C1: 160
C2: 160
C3: 200
C4: 160
C5: 160
T: 840
Corretor: Gabriel Rausini.
Obs.: Caso queira uma correção mais detalhada e mais específica, com dicas e tudo mais, entrar em contato comigo via instagram: rausini_
ericatonon123
Obrigada Gabriel pela sua correção detalhada.
Não entendi a parte de não poder usar conectivos de conclusão no desenvolvimento, visto que segundos estudos o desenvolvimento é formado por:
1 afirmação da sub-tese (tópico frasal)
2 explicação
3 exemplificação
4 conclusão (marcando a tese).
Penso que essa conclusão do desenvolvimento podemos usar os conectivos como “dessa forma”, “diante do exposto”, “assim”, “Diante dos fatos apresentados”, “Por conseguinte”, etc. poderia me explicar, por gentileza?