No livro “Memórias do Cárcere”, o romancista Graciliano Ramos discorre acerca de suas experiências no sistema prisional, retratando os maus-tratos e as condições desumanas nas cadeias durante a Era Vargas. Infelizmente, mesmo após décadas, o Brasil ainda enfrenta as mesmas mazelas, agravadas pela superlotação nos presídios nacionais. Nesse sentido, faz-se necessário um diálogo entre sociedade e Estado a fim de enfrentar tal conjuntura.
De início, é oportuno ressaltar que muitas vezes a população dificulta a redução da população carcerária, devido à errônea concepção de que um criminoso é indigno e desprovido de quaisquer direitos. Assim, quando o presidiário adquire novamente sua liberdade, defronta-se com uma sociedade preconceituosa que impõe obstáculos para sua plena ressocialização, como a falta de oportunidades de trabalho. Por consequência, o indivíduo retorna às condições nas quais encontrava-se antes do crime, muitas vezes voltando a cometê-lo, o que confirma-se pela taxa de 70% de reincidência criminal, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Outro fator agravante é a negligência do Estado, escancarada na atual situação das cadeias brasileiras. Nesse viés, dados do CNJ mostram que 41,5% da população privada de liberdade ainda não foi condenada, demonstrando a morosidade do Judiciário, o que contribui para que a quantidade de presos provisórios nos estabelecimentos prisionais aumente. Consequentemente, com a superlotação, a distribuição justa de comida e camas nos presídios é dificultada; a proliferação de doenças, facilitada. Desse modo, nota-se como o descaso dos órgãos estatais agrava a problemática.
Portanto, infere-se que o atual cenário dos presídios brasileiros viola a integridade física e moral dos detentos, indo na contramão da Constituição. Para reverter tal quadro, a Defensoria Pública deve acelerar o julgamento de presos provisórios, por meio de mutirões carcerários, com o fito de desafogar as prisões e garantir os direitos desses indivíduos. Ademais, escolas devem promover a conscientização da sociedade acerca dos direitos dos presos, por meio de palestras e debates, a fim de melhorar seu convívio social e diminuir a reincidência. Logo, a realidade do Brasil há de ser antagônica àquela outrora vivida por Graciliano.
Peço que deem nota, obrigado!
Jobson
Competência l (160): Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com alguns desvios gramaticais e de convenções de escrita.
– Evite expressões ou palavras sentimentalistas como “infelizmente” ou lamentavelmente”, pois são muito pessoais. Seja impessoal!
– Evite o excesso de gerúndio no texto, pois aproxima-se da oralidade, além de empobrecer o vocabulário do seu texto.
– Isolar entre vírgulas conectivo de realce: é oportuno ressaltar que, muitas vezes, a população
– Evite repetição de palavras muito próximas: é oportuno ressaltar que muitas vezes a [população] dificulta a redução da [população] carcerária
– Faltou o artigo: Ademais, As escolas devem
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Competência ll (180): Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
– Você apresentou uma boa introdução: contextualizou o tema, problematizou e apresentou a tese a ser defendida no texto. Muito bem!
– Traga uma diversidade de repertórios socioculturais pra fundamentação do argumento: sociólogos, filósofos, alusões históricas, etc. Você usou dados estatísticos da mesma fonte nos dois desenvolvimentos.
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Competência lll (200): Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista.
– Você levantou as teses, argumentou e finalizou a discussão sobre elas nos respectivos desenvolvimentos, mostrando uma ótima progressão de ideias. Excelente!
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Competência IV (180): Articula bem as partes do texto, mas apresenta repetição de elemento coesivo.
– Você repetiu os conectivos “a fim de” e “por meio de”. Procure sinônimos, a fim de ampliar o repertório dos mecanismos linguísticos.
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Competência V (160): Elabora bem a proposta de intervenção, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
– A Competência V agora pede que a sua intervenção possua 5 elementos para obter a nota máxima: o agente (quem executa?); a ação (o que deve ser feito?); o modo/meio (como deve ser feito?); o efeito/finalidade (a fim de que deve ser feito?) e o detalhamento (que deve acrescentar alguma informação a qualquer um dos elementos).
– Ainda que a sua redação possua duas propostas de intervenção, apenas a mais completa será pontuada pelo corretor. Sendo assim, observando a sua conclusão, percebe-se que as duas propostas estão incompletas:
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PROPOSTA 1: Falta o detalhamento.
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Para reverter tal quadro, a Defensoria Pública (AGENTE) deve acelerar o julgamento de presos provisórios (AÇÃO), por meio de mutirões carcerários (MODO/MEIO), com o fito de desafogar as prisões e garantir os direitos desses indivíduos. (FINALIDADE)
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PROPOSTA 2: Falta o detalhamento.
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Ademais, escolas (AGENTE) devem promover a conscientização da sociedade acerca dos direitos dos presos (AÇÃO), por meio de palestras e debates (MODO/MEIO), a fim de melhorar seu convívio social e diminuir a reincidência. (FINALIDADE)
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Nota: 880
Anaamoreira
Poucos erros gramaticais. Desenvolveu muito bem suas ideias, deixando bem explícito sua tese. Bom uso de conectivos. Abordou bem suas ideias, com muita clareza. Proposta de intervenção de acordo com os critérios do Enem. Parabéns redação excelente, continue assim.
Competência 1: 180
Competência 2: 200
Competência 3: 180
Competência 4: 200
Competência 5: 200
Total: 960
faria_maria
Na introdução argumentou que o problema é o descaso Estatal e o preconceito da sociedade que marginaliza ex detentos. No primeiro parágrafo aborda com clareza sobre a sociedade e logo após no outro descreve as condições que encontra-se os presídios devido a falta de importância que o Governo dá.
Na conclusão usou uma proposta de intervenção objetiva e clara para solucionar os problemas abordados.
Nota: 1000
ANGELMUSIC
BOA NOITE.
#SEGUE ABAIXO A CORREÇÃO POR COMPETÊNCIA.
Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua Portuguesa
– 180
Competência 2 : Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa 180
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista- 200
Competência 4: Demonstrar conhecimentos dos mecanismos necessários para a construção da argumentação – 160
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos -180
NOTA FINAL: 900.
# Parábens pela redação, apresentou um tema muito bom, argumentos bem encaixados, ideias bem coerentes.
# Conclusão bem explicada, respeitando os direitos humanos, citou o Governo como uma forma de apoio , muito bom.
continue assim, boa sorte :^)