A representatividade feminina na política brasileira contribuirá para a igualdade de igualdade de gênero?

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A série Anne with an E, ambientada em 1890 no Canadá, retrata a personagem Rachel, que integra-se ao Conselho da cidade, deparando-se com a discrepância do número de homens e mulheres. Fora da ficção,é evidente que a carência de representatividade feminina na política persiste na contemporaneidade brasileira, o que consiste em um imbróglio para a igualdade de gênero, uma vez que a participação na esfera pública romperia o padrão social imposto às mulheres desde a Antiguidade e conferiria mais poder à sua luta por equidade.
Em primeiro plano, é indubitável que a exclusão da mulher da política no decorrer da história ocasiona a perpetuação de uma conjuntura retrógada que estabelece tal reduto como masculino. Nesse viés, na antiga cidade de Atenas, o papel da mulher era reservado à vida doméstica, sendo-lhe proibida a atuação política, uma vez que era considerada inapta para essa tarefa. No Brasil, uma porção da sociedade ainda possui um pensamento análogo, que não enxerga a política, assim como outras posições de destaque, como um âmbito a ser ocupado por mulheres. Desse modo, a inserção feminina na política promoveria uma alteração de tal concepção, um passo fulcral em direção à equanimidade entre os sexos.
Em segundo plano, é imperioso que haja uma proporção igualitária entre homens e mulheres na Câmara, a fim de que sejam aprovadas leis que as beneficiem especificamente. Sob esse prisma, na Islândia, o país com maior igualdade de gênero no mundo, de acordo com o JusBrasil, em 2016, possuía 48% do Parlamento constituído por deputadas, o que, dentre outros fatores, tem acarretado uma série de mudanças positivas, como por exemplo, políticas de paridade salarial e de licença paternidade. À vista disso, a maior representatividade feminina na política brasileira poderia também resultar em alterações legais em prol da liberdade e da efetivação dos direitos das mulheres.
Em suma, a expansão da presença feminina na política favoreceria a igualdade de gênero, haja vista sua função em desconstruir a visão
inferiorizante acerca da mulher e sua capacidade e em coadjuvar a votação e a discussão referentes a pautas de consolidação de seus direitos.

Obs. Essa redação é modelo vunesp, por isso não tem proposta de intervenção.

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2 Correções

  1. “retrata a personagem Rachel, que integra-se ao Conselho da cidade” esta frase tem uma virgula incorreta pois separa o sujeito do predicado de forma indevida, o ideal seria trocar o “que”, por “ela”, para assim, ficar coerente a posição da vírgula.
    Errou a colocação pronominal na palavra “integra”, o “que” é pronome relativo, portanto atrai próclise, o certo seria “se-integra”.
    Em : “, deparando-se com a” também há erro do uso da vírgula.
    “igualdade de gênero, uma vez ” essa vírgula altera o sentido da frase, ela estaria correta se a oração subsequente servisse de condição para uma oração seguinte.
    No geral, consegui observar apenas os inúmeros erros de pontuação, porém, a estrutura e ideia do texto aparentam estar de acordo com as regras. Quanto a conclusão, não conheço o modelo proposto pela Vunesp, portanto, não sou capaz de opinar a respeito.

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  2. Olá, tudo bem? Excelente introdução,foi possível identificar o tema e a tese , só cuidado com períodos muito longos , acredito que sua introdução necessite de uma pausa, a redação deve ser formal ,mas não abuse das palavras formais pra não deixar ela muito pesada por que além de ser formal ela deve ser objetiva também, procure deixar seu texto mais organizado pra que fique mais claro e deixe a leitura melhor, espero ter ajudado, continue praticando ; )

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