O filósofo grego Platão imaginava uma cidade ideal, onde nela as almas dos homens e das mulheres teriam o mesmo peso logo deveriam ter os mesmos direitos. Entretanto, podemos dizer que o mundo imaginado pelo filósofo está muito distante da realidade, com desigualdade, violência e assédio contra o gênero feminino. O problema da violência contra a mulher persiste principalmente no Brasil, onde a violência é praticada em casa e a denúncia é poucas vezes feita por mulheres.
Primeiramente, a violência, em sua maioria, é praticada em casa. Isso se deve a sociedade patriarcal presente no país, que tem em mente a ideia da mulher como subordinada ao homem. Nesse contexto, a origem do patriarcado deve ser levada em consideração como um dos motivos desse machismo estrutural. Na Pré-História, mais exatamente no período Neolítico, o ser humano começou a dividir o trabalho, com as mulheres ficando com as tarefas domésticas e os homens com todo trabalho externo, tal divisão proporcionou uma falsa ideia de superioridade do homem e de subordinação da mulher ao marido, isso se difundiu por toda a história, causando o problema da concepção da mulher como inferior.
Em segundo plano, deve-se considerar que as denúncias em casos de violência são subestimadas e não ocorrem muito. Segundo Simone de Beauvoir, em seu livro o “Segundo Sexo”, a mulher sempre foi vista como um não homem e isso acaba por justificar uma dominação masculina, essa inferioriza a mulher a mulher e abaixa sua autoestima causando uma percepção delas serem menos importante e subestimadas é normal. Essa situação acaba por fazer que as vitimas de violência não denunciem.
Dado o exposto, é mister mitigar tal problemática. Cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos fomentar campanhas nas mídias e escolas, a fim de informar sobre a Lei Maria da Penha e como denunciar a violência contra a mulher, além disso, deve-se encorajar a todos que forem testemunhar de tal crime a denunciar esses casos. Por meio dessa ação, o Brasil poderá se aproximar da ideia de uma cidade ideal de Platão, onde as mulheres e homens tenham igualdade.
Jobson
Competência l (120): Demonstra domínio mediano da língua portuguesa, com alguns desvios gramaticais e de convenções de escrita.
– Existem alguns erros de vírgula e muitas repetições das palavras “violência” e “mulher” durante o texto, o que limita o seu repertório vocabular. Procure colocar sinônimos pra alavancar a nota.
Competência ll (140): – A CII te avalia em compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. Você compreendeu parcialmente a proposta temática, uma vez que você focou mais na VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e não enfatizou a PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA, conforme o tema propõe pra ser discorrido. Além disso, trouxe repertórios socioculturais para fundamentar os argumentos, como Platão, História e Simone de Beauvoir. Porém, o uso dos dois repertórios nos desenvolvimentos precisam ser mais produtivos, ou seja, além de descrever a ideia do autor, você precisa relacioná-los mais com a discussão levantada.
Competência lll (140): CIII te avalia em selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. É nessa competência que sua tese é avaliada, ou seja, o seu posicionamento a respeito do tema proposto. O seu ponto de vista tem que ser claro e apresentado logo na introdução, juntamente com os pontos que você vai argumentar no seu desenvolvimento para apoiar a sua posição. No seu texto, infelizmente, faltou trazer teses mais explícitas na introdução – quais são os motivadores da problemática? Levantando elas, você guia o leitor pros desenvolvimentos, configurando uma boa progressão textual. Além disso, os seus desenvolvimentos precisam ser melhorados: Tópico frasal > Justificativa > Exemplificação > Desfecho. Nessa ordem!
Competência lV (160): CIV te avalia em demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. No geral, ele analisa a sua coesão e coerência textual.
– O último período do seu D1 está muito longo. Os períodos longos comprometem a leitura, tornam o texto cansativo e interferem também na coesão e na coerência textual.
Períodos mais curtos, além de deixarem o seu texto mais claro e objetivo, diminuem o risco de possíveis problemas gramaticais.
-Faltam conectivos para iniciar alguns períodos.
Competência V (160): A CV avalia uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Caso não esteja ciente, vou te atualizar. A Competência V agora pede que a sua intervenção possua 5 elementos para obter a nota máxima: o agente (quem executa?); a ação (o que deve ser feito?); o modo/meio (como deve ser feito?); o efeito (a fim de que deve ser feito?) e o detalhamento, que deve acrescentar alguma informação a qualquer um dos elementos. Na sua proposta, falta o modo/meio.
Nota final: 720
Sandy98799
Adorei sua estrutura no entanto há muita repetição de palavras sugiro que para que isso não aconteça usar sinônimos, que vai ajudar bastante, e no terceiro parágrafo eu proponho que vc dê uma melhor organizada, para que haja uma melhor compreensão no Enem é exigido isso que você siga uma linha de recíonio, já na conclusão foi ótimo só faltou estrutar bem as três perguntas que são essenciais para se fazer uma conclusão com 200 pontos
Peixoto_Juh
Ótima estrutura. Fácil entendimento.
Porém, é necessário analisar o segundo parágrafo de desenvolvimento, pois encontra-se palavras repetidas “mulheres” e uma falta de sentido nas últimas linhas.
A introdução ficou maravilhosa. A citação encaixou bastante e a retomada da mesma na conclusão deixou tudo mais explícito.