Estudante

A complexidade social da questão do crime organizado

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     Atualmente, é de conhecimento público a proporção que o crime organizado vem tomando. Não é incomum encontrarmos reportagens abordando ações realizadas pelo “tribunal do crime”, forma pela qual facções são denominadas dentro de áreas periféricas. Todavia, mesmo que a questão do crime organizado seja um grande problema social, o mesmo ainda representa proteção para locais menos favorecidos, onde a segurança pública não alcança, e também pode reproduzir a ideia de ser a única saída para jovens em situações adversas, criados dentro dessa realidade. Assim, o assunto do crime organizado se torna muito mais complexo e difícil de se solucionar do que apenas uma questão de violência urbana, por exemplo.

     Primeiramente, é necessário ressaltar que a República Federativa do Brasil se desenvolveu, em primeira instância, como uma colônia escravista de exploração. Dessa forma, não é difícil perceber a vantagem que a elite branca vêm adquirindo sobre os grupos sociais restantes até o presente momento, razão pela qual os mesmos tem a necessidade de migrar para áreas periféricas à cidade. Majoritariamente, essas áreas não contam com assistência do poder público como deveriam, apresentando deficiências na saúde, educação, saneamento básico, áreas públicas e segurança. Assim, abre-se espaço para a atuação de facções criminosas, trabalhando de forma com que uma população desamparada pelo governo as enxerguem como uma espécie de segurança e proteção.

Ademais, existe a questão de crianças criadas dentro deste ambiente de convívio, periférico e turbulento. É comum que não tenham acesso à uma educação de qualidade ou um lazer que não aborde apenas aquela área, como o teatro e futebol, por falta de poder aquisitivo por parte da família. A psicologia estuda muito a relação que existe entre o ambiente de criação e o desenvolvimento do cidadão e concluí-se que é inevitável que o meio de convívio exerça influência sobre um indivíduo. Com base nesse viés, é possível falar que crianças que crescem dentro de uma realidade onde o poder paralelo é mais forte se tornam jovens com tendência a seguir o mesmo caminho.

Portanto, é imperioso que o Ministério da Segurança, em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, considerem prioridade agir em áreas periféricas e apresentem ao público infantojuvenil educação e lazer de qualidade. Tal ação irá minimizando a sensação de segurança e proteção que as facções criminosas promovem e apresentará aos jovens uma nova perspectiva, o que pode tirá-los da zona de conforto e fazê-los aspirar por uma realidade melhor. Desse modo, jovens periféricos possuírão outras opções além da vida do crime, o que diminuirá os agentes de facções criminosas e, consequentemente, o crime organizado no Brasil.

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2 Correções

  1. Olá. Apontarei alguns erros que encontrei.

    Atualmente, é de conhecimento público a proporção que o crime organizado vem tomando. Não é incomum encontrarmos reportagens abordando ações realizadas pelo “tribunal do crime”, forma pela qual facções são denominadas dentro de áreas periféricas. Todavia, mesmo que a questão do crime organizado seja um grande problema social, o mesmo ainda representa proteção para locais menos favorecidos, onde a segurança pública não alcança,(1) e também pode reproduzir a ideia de ser a única saída para jovens em situações adversas, criados dentro dessa realidade. Assim, o assunto do crime organizado se torna muito mais complexo e difícil de se solucionar do que apenas uma questão de violência urbana, por exemplo.
    (1) Isso não é um erro, mas caso fosse eu escrevendo colocaria um ponto final ali, pois não curto tanto frases longas. Mas repito que não é um erro.
    *Perfeito, tentei encontrar erros e não encontrei. Parabéns.

    Primeiramente, é necessário ressaltar que a República Federativa do Brasil se desenvolveu, em primeira instância, como uma colônia escravista de exploração. Dessa forma, não é difícil perceber a vantagem que a elite branca vêm(1) adquirindo sobre os grupos sociais restantes até o presente momento, razão pela qual os mesmos tem a necessidade de migrar para áreas periféricas à cidade. Majoritariamente, essas áreas não contam com (2)assistência do poder público como deveriam, apresentando deficiências na saúde, educação, saneamento básico, áreas públicas e segurança. Assim, abre-se espaço para a atuação de facções criminosas, trabalhando de forma com que uma população desamparada pelo governo as enxerguem como uma espécie de segurança e proteção.
    (1) Não tenho certeza se é um erro, mas o vêm é usado em plural. Elite poderia ser tratado como plural aqui? Algo me diz que não…
    (2) Faltou um artigo aqui: “a”.

    Ademais, existe a questão de crianças criadas dentro deste ambiente de convívio, periférico e turbulento. É comum que não tenham acesso à uma educação de qualidade ou um lazer que não aborde apenas aquela área, como o teatro e futebol, por falta de poder aquisitivo por parte da família. A psicologia estuda muito a relação que existe entre o ambiente de criação e o desenvolvimento do cidadão e concluí-se(1) que é inevitável que o meio de convívio exerça influência sobre um indivíduo. Com base nesse viés, é possível falar que crianças que crescem dentro de uma realidade onde o poder paralelo é mais forte se tornam jovens com tendência a seguir o mesmo caminho.
    (1) Conclui-se sem acento no i.

    Portanto, é imperioso que o Ministério da Segurança, em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, considerem prioridade agir em áreas periféricas e apresentem ao público infantojuvenil educação e lazer de qualidade. Tal ação irá minimizando(1) a sensação de segurança e proteção que as facções criminosas promovem e apresentará aos jovens uma nova perspectiva, o que pode tirá-los da zona de conforto e fazê-los aspirar por uma realidade melhor. Desse modo, jovens periféricos possuírão(2) outras opções além da vida do crime, o que diminuirá os agentes de facções criminosas e, consequentemente, o crime organizado no Brasil.
    (1) Tal ação irá minimizar.
    (2) Possuirão. Sem acento.

    Como deu para ver, o seu texto tem poucos erros, e no geral, erros bobinhos de ortografia, que podem até ter sido decorrente da digitação aqui. Enfim, você escreve muito bem, e eu aposto que sua redação conseguiria nota 900 para cima.

    Parabéns, e continue treinando!

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  2. C1:200 ( perfeito, mas no d2 áreas periféricas a cidade não tem crase- estude crase, ela pote tirar o seu mil no dia do Enem)
    D2: 160( você não ficou no que disse que iria falar na introdução)
    C3: 160 ( acho que você deveria expor mais sua opinião sobre o tema)
    C4:200( coesão e coerência ótimas)
    C5: 200( apresenta os 5 elementos, simplesmente perfeita)
    Nota:920

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