Coloque-se no lugar de um leitor da revista online El País Brasil que, depois de ter lido a notícia intitulada As cartas das crianças da Maré: Não gosto do helicóptero porque ele atira e as pessoas morrem”, decide escrever um comentário sobre tal problemática no espaço dedicado aos comentários dos leitores. Nesse comentário, você deve:

  1. Apresentar a sua opinião a respeito da ação da polícia nas comunidades do Rio de Janeiro, justificando o seu ponto de vista;
  2. Apresentar seu posicionamento em relação às demandas das crianças para a Justiça do Rio de Janeiro;
  3. Sugerir, pelo menos, uma medida que poderia ser realizada para aprimorar o trabalho da polícia no combate ao crime organizado.

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As cartas das crianças da Maré: “Não gosto do helicóptero porque ele atira e as pessoas morrem”

Crianças do Complexo de Favelas da Maré descrevem horror da vida sob fogo cruzado em mais de 1.500 cartas enviadas para a Justiça do Rio, que restabelece regras mínimas para operações policiais no local. Seis jovens morrem nos últimos cinco dias em outras comunidades fluminenses

A favela sangra. “Não gosto do helicóptero porque ele atira para baixo e as pessoas morrem”, escreveu uma criança, que não especifica nome ou idade, para os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O colorido desenho que acompanha a mensagem mostra um helicóptero da polícia com agentes armados atirando em direção ao solo, onde há um traficante mas também crianças. Elas correm. No desenho e na vida real. “Isso é errado”, completou o pequeno morador do Complexo de Favelas da Maré, um conjunto de 16 comunidades pobres da zona norte da capital onde cerca de 140.000 pessoas moram. Mais de 1.500 cartas e desenhos foram reunidos pela ONG Redes da Maré e entregues à Justiça na última segunda-feira junto com a petição de que fosse restabelecida uma Ação Civil Pública que regula e restringe as operações policiais no lugar. Aceita pela Justiça no segundo semestre de 2017, ajudou a diminuir todos os índices de violência ao longo de um ano. Mas acabou suspensa em junho de 2019. Diante do apelo dos moradores, acabou revalidada nesta quarta-feira, restabelecendo parâmetros mínimos para as ações, como a exigência da presença de uma ambulância e o veto a operações durante o horário de entrada e saída de alunos das escolas.

A favela chora. Nesta mesma quarta-feira, soube-se que, nos últimos cinco dias, seis jovens entre 17 e 21 anos morreram baleados durante várias operações policiais em comunidades do Estado do Rio. As principais suspeitas recaem sobre as forças policiais. Rodou pelo país a imagem de um avô, Cristóvão Xavier de Brito, com a camisa ensopada do sangue do neto Dyogo, de 16 anos, que morreu em seus braços. Ele seguia para o treino de futebol quando levou um tiro de fuzil nas costas da polícia, segundo testemunhas. A menina Leticia, outra moradora da Maré que enviou uma carta à Justiça, sabe o que é perder um familiar próximo. “Boa tarde, eu queria que parasse a operação porque muitas famílias serão mortas e, agora, estou sem quarto porque vocês destruíram na operação”, escreveu. “Todo mundo na minha escola chora. Meu irmão por causa dos policiais. E eles bateram no meu primo. Então, não quero mais ver minha família morrendo quando entram. Vocês avisem, tá? Obrigada por ler minha carta. Assinado, Letícia”.

 

Abaixo, um dos desenhos feito por uma criança moradora do Complexo da Maré e enviado para a Justiça do Rio de Janeiro:

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(Adaptado de https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/14/politica/1565803890_702531.html. Acesso em 17 de ago de 2019)