Desafios para a valorização de povos e comunidades tradicionais brasileiras

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De acordo com Zygmunt Bauman, “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem.” Nesse sentido, percebe-se que a malha social brasileira encontra-se com uma problemática que a aflige no que diz respeito à valorização de comunidades e povos tradicionais, haja vista que esses indivíduos não são efetivamente reconhecidos e essa situação tem sido aceita de forma passiva. Dessa maneira, o contexto persiste devido não só ao silenciamento coletivo, mas também à supremacia mercadológica ,tornando-se necessário impor medidas que alterem tal conjuntura.
Nessa perspectiva, primeiramente, cabe salientar que a falta de debates atua como um complexo dificultador. Isso pode ser observado na defensoria de Djamila Ribeiro, a qual explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para atuar sobre ela. Porém, há um silenciamento instaurado na questão da valorização das comunidades e povos tradicionais, a exemplo dos pescadores artesanais e dos povos indígenas, uma vez que existe um desconhecimento sobre a importância socioeconômica e cultural que essas pessoas proporcionam para a coletividade e isso não é debatido no âmbito social. Assim, é preciso tirar essa situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas e que essa parcela do tecido social seja reconhecida, como defende a pensadora.
Ademais, é indiscutível que a priorização de interesses financeiros ainda é uma dificuldade enfrentada. Uma explicação para isso pode ser dada a partir do pensamento de Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt , o qual cunhou o conceito de indústria cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo atual. Analogamente, nota-se que as empresas ameaçam os direitos dos povos e das comunidades tradicionais ao visar a lucratividade e não adotar mecanismos industriais sustentáveis, o que prejudica a forma harmônica de vida e produção que essa minoria possui tradicionalmente com o meio ambiente. Com isso, faz-se urgente modificar essa configuração caótica para promover a valorização.
Portanto, é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, é fulcral que o governo federal- responsável pela administração executiva- por meio do Ministério da Comunicação, informe sobre a importância do reconhecimento da população tradicional, com a finalidade de fornecer a valorização desses indivíduos. Paralelamente, é preciso intervir na supremacia mercadológica que impera. A partir dessas ações, espera-se que a arte de questionar, mencionada por Bauman, seja adquirida, de modo a promover uma nação ausente de desafios para a valorização dos povos e comunidades tradicionais.

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3 Correções

  1. A sua redação está excelente, e pela minha correção daria 990. A redação só não atingiu 1000 porque ocorreu repetição no tipo de repertório, no caso foi as duas citações (a de Zygmunt Bauman e a de Djamila). Se fosse uma alusão histórica ou de outra área, pegava 1000. É notório que essa correção foi baseada na estrutura do texto e no seu conteúdo, mas a forma como foi escrita no papel também importa. Enfim, se eles considerarem os repertórios diversificados, você conquista o 1000. se não. no mínimo uns 960 (mínimo mesmo kk). Parabéns pela sua escrita, e boa sorte.

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  2. Olá, me Chamo Lucas e sou professor de redação. Posso fazer uma correção detalhada do seu texto a partir das competências do Enem. Se tiver interesse, me manda uma mensagem através do meu e-mail: [email protected].

    Eu cobro apenas um valor simbólico, pois o intuito é ajudar a todos. Boa sorte. Abc!!

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  3. nota 1000 a redação esta perfeita
    e em nenhum momento vc fugiu do tema

    Um bom modelo de avaliação para compreendermos melhor o que acabei de dizer é o ENEM. Em seu exame dissertativo, são estabelecidos cinco indicadores – podendo o candidato somar 200 pontos em cada um deles – como parâmetro para determinar o quanto aquela redação está adequado à proposta pedida:

    1. Domínio da escrita formal em língua portuguesa;
    2. Compreensão do tema e aplicação das áreas

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