Análoga à lei da inércia, de Isaac Newton, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue nele, mudando seu trajeto, a exploração trabalhista é um obstáculo que perdura na conjuntura brasileira há tempos. A respeito disso, não só a lógica calvinista mas o receio em denunciar contribuem para a continuação do problema, carecendo de medidas que alterem esse percurso.
Em primeira análise, convém destacar a lógica calvinista presenta na questão. Segundo a Igreja Calvinista, criada na Idade Média, o trabalho dignifica o homem. Sob esse viés, muitas pessoas veem como “guerreiras, exemplo” por trabalharem tanto, às vezes, até mais que sua carga horária regular. Entretanto, não percebem que estão sendo abusadas ao serem obrigadas a fazer mais do que deveriam. Dito isso, é inadmissível a subsistência desse cenário.
Ademais, outro empecilho encontrado é o receio em denunciar. Conforme Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Por outro lado, grande parte dos empregados tem medo de levantar sua voz e reportar a situação degradante na qual se encontra, pois não quer perder seu salário e fazer parte dos alarmantes números de desempregados no país, então sofrem calados. Logo, é notória essa resistência no tema.
Destarte, é indubitável a necessidade de intervenções nesse panorama. Cabe ao Ministério do Trabalho ampliar o acesso às informações sobre exploração trabalhista, como o exercício de funções além das combinadas para determinado cargo. Estes alertas devem ser divulgados por meio da internet, utilizando-se de “hashtags”, a exemplo de “#ExploraNao”, e em propagandas televisivas para alcançar um público maior, a fim de conscientizar a população e atentá-la a esses abusos. Ainda, o agente citado, junto ao Poder Judiciário, precisa elaborar punições mais rígidas aos aproveitadores, o que estimulará suas vítimas a denunciá-los. Dessa forma, tais ações supracitadas funcionarão como a força descrita por Newton, mudando o trajeto da exploração trabalhista na sociedade, da persistência à extinção.
Obrigado desde já <3
Thay41
c1: revisar uso da vírgula, erros: erros de vírgula, como no “, pois,”(termos explicativo fica entre vírgula); “alertas o certo é alerta”, palavras estrangeiras devem ser colocadas em aspas, evite usar a fim de, troque para de modo a. 120
c2: 200
c3: 120 (faltou mais organização e relação entre os argumentos defendidos)
c4: 160 ( tem argumentação boa, porém ela não está totalmente solidificada, falta mais elementos e relacionamento das ideias, como destacado anteriormente)
c5: 200 ( tem todos os critérios solicitados pelo Enem)
nota: 800
gostei da redação , vc só precisa melhorar alguns pontos. Espero ter ajudado.